Conto erótico: O match point do desejo – Saibro, suor e o toque que vence o jogo

Conto erótico: O match point do desejo – Saibro, suor e o toque que vence o jogo

O sol caía a pique sobre as quadras de saibro, pintando tudo com um tom dourado e quente. O ar cheirava a terra úmida, suor e a tensão elétrica de um jogo que já durava mais do que o previsto.

Eu ajustava a viseira, os dedos ainda trêmulos do último ponto perdido, enquanto ele, do outro lado da rede, me encarava com um sorriso que não era só de competição. Era algo mais profundo, mais perigoso.

Lucas tinha mãos grandes, calosas do raquete, e braços definidos que brilhavam com uma fina camada de suor. Cada movimento seu era preciso, calculado, como se soubesse exatamente onde me atingir.

Não era só o jogo que estava em disputa. Era algo que crescia entre nós desde o primeiro saque, desde o primeiro olhar demorado demais para ser casual.

— Você está nervosa — ele disse, secando o rosto com a toalha e deixando que seus olhos percorressem meu corpo de forma lenta, deliberada. A camisa colada à pele revelava cada curva, cada respiração ofegante.

— Só estou focada — respondi, mas minha voz saiu mais rouca do que pretendia. O calor não vinha só do sol.

Ele se aproximou da rede, os dedos roçando levemente a fita branca que a dividia. Eu podia ver as gotas de suor escorrendo por seu pescoço, descendo até o peito, onde a camisa aberta deixava à mostra um colar de pelos escuros.

— Focada em quê, exactly? — A pergunta era um desafio, um convite. Ele sabia o efeito que tinha em mim.

O próximo ponto foi meu. Um golpe seco, certeiro, que o pegou de surpresa. Lucas riu, baixinho, como se admirasse minha audácia. Quando se aproximou para pegar a bola, seus dedos roçaram nos meus. Não foi acidente. A corrente elétrica que subiu pelo meu braço me fez prender a respiração.

— Você joga sujo — murmurei, mas não me afastei.

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— Ainda não — ele respondeu, a voz um sussurro quente contra meu ouvido. — Mas posso começar.

O jogo terminou ali, no meio da quadra, quando suas mãos deslizaram pela minha cintura e me puxaram contra ele. O cheiro de terra molhada, o gosto salgado do suor em seus lábios, a pressão de seus dedos marcando minha pele através do tecido fino.

Não houve resistência. Só necessidade.

A sombra das árvores nos envolveu quando ele me pressionou contra a cerca de metal, frio contrastando com o calor de nossos corpos. Suas mãos exploraram cada centímetro como se estivessem memorizando, enquanto minha respiração se perdia em gemidos abafados.

O saibro grudava em nossas pernas, em nossas costas, mas nada importava além daquele toque, daquele ritmo que nos levava cada vez mais fundo.

— Lucas — meu nome em seus lábios soou como uma prece, um aviso, uma rendição.

— Eu sei — ele respondeu, os dentes mordiscando meu ombro, as mãos firme em minha coxa. — Eu sinto.

E sentimos. Tudo. O peso do desejo, a urgência do momento, a vitória que não estava nos placares, mas na forma como nossos corpos se encaixavam, como se aquele fosse o único jogo que importava.

Quando o sol finalmente se pôs, deixamos a quadra marcada por mais do que pegadas no saibro. Deixamos algo que não precisava de palavras para ser entendido.

Conto erótico enviado por Mariana S., 32, tenista amadora e apaixonada por histórias que misturam competição e paixão.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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