Conto erótico: O jogo dos sussurros

Conto erótico: O jogo dos sussurros

O som do vinho tinto sendo servido no copo era o único na sala, quebrando a tensão carregada de desejo. A luz suave da luminária acentuava a curva do sorriso de Sofia, sentada ao lado do seu marido, Leo.

Do outro lado do sofá, eu sentia o calor do corpo da minha mulher, Carla, pressionado contra o meu. Tínhamos combinado tudo, cada detalhe, cada limite. E agora, o jogo começava.

“Verdade ou consequência?” Leo propôs, sua voz um baixo sedutor que ecoou na minha espinha.

As primeiras rodadas foram leves, risadas contidas, toques casuais nos joelhos e nos ombros. Mas a atmosfera foi ficando mais densa, o ar mais pesado e doce. Até que a pergunta veio para mim, vinda de Sofia.

“Verdade ou consequência?” ela perguntou, seus olhos verdes fixos nos meus, desafiadores.

“Consequência,” respondi, minha voz mais rouca do que esperava.

“Eu quero que você beije o pescoço da Carla… mas descreva para nós como é a sensação,” ela ordenou, suave e firmemente.

O sangue correu mais quente nas minhas veias. Virei-me para Carla, que estava com as faces coradas, seus lábios entreabertos. Puxei-a suavemente para perto, meus dedos entrando nos seus cabelos escuros. Inclinei-me e pressionei meus lábios contra a pele macia do seu pescoço, logo abaixo da orelha. Ela arfou, um som quase inaudível.

“A pele dela é incrivelmente macia,” comecei a sussurrar, sem me afastar, minha boca roçando contra ela. “Tem o sabor salgado do suor e o doce do seu perfume. Sinto o pulso acelerado dela contra os meus lábios. E o som que ela fez… foi um gemido abafado, como se estivesse segurando algo muito maior.”

Quando me afastei, os olhos de Carla estavam escuros de desejo. Leo olhava fixamente, sua mão descansando na coxa de Sofia, que parecia igualmente cativada. O jogo havia mudado.

A pronúncia do desejoConto erótico: A pronúncia do desejo

Foi a vez de Carla. “Consequência,” ela disse para Leo, sua voz um fio de seda. “Quero que você e a Sofia troquem um beijo de língua. E eu quero ouvir.”

Leo não hesitou. Girou o corpo de Sofia para enfrentá-lo, e suas mãos se encontraram nos rostos um do outro. O beijo não foi tímido. Foi lento, deliberado e visceralmente molhado. O som dos lábios se encontrando, das línguas se tocando, encheu a sala. A respiração de Carla ao meu lado tornou-se mais ofegante. Eu mesmo senti uma pontada de ciúme mesclada com um desejo avassalador ao ver a intensidade daquele ato.

Quando se separaram, ofegantes, não havia mais voltar atrás. A tensão quebrou-se como um dique.

“O quarto é ali,” Leo disse, sua voz grossa como mel.

Não foi uma troca mecânica. Foi uma dança. No quarto amplo, iluminado apenas pela luz da rua que entrava pela janela, nos movemos em um ritmo compartilhado. Eu beijava Carla enquanto minhas mãos exploravam as curvas de Sofia, cuja pele era mais pálida e igualmente sensível. Ela arqueava as costas contra mim, enquanto Leo beijava seus ombros por trás.

Deitados na cama grande, fomos nos descobrindo. Minha boca encontrou os seios de Sofia, pesados e firmes, enquanto ela guiava a mão de Carla para entre as minhas pernas. Os gemos não eram mais contidos. Eram permissionados, urgentes. Olhei através da penumbra e vi Leo tomando Carla por trás, suas mãos firmes em seus quadris, enquanto ela gemia, de olhos fechados e boca entreaberta.

A troca foi natural. Um movimento, um olhar, e eu estava sobre Sofia, sentindo a umidade quente e a recepção ansiosa do seu corpo. Ela me envolveu com suas pernas, puxando-me para dentro, seus olhos nunca deixando os meus. Enquanto me movia dentro dela, um ritmo profundo e primordial, minha mão encontrou a de Carla, que se aninhou contra o meu lado, observando, tocando, participando.

Foi uma sinfonia de corpos, uma colisão de prazeres. O orgasmo de Sofia veio com um grito abafado contra meu ombro, seu corpo tremendo violentamente. Foi o gatilho que desencadeou uma reação em cadeia. O rugido de Leo, o gemo prolongado de Carla e, finalmente, a minha própria libertação, uma onda de puro, cru e compartilhado êxtase.

O silêncio que se seguiu foi quente, pesado e satisfeito. Corpos entrelaçados, respiração aos poucos normalizando. Não havia constrangimento, apenas uma intimidade profunda e roubada. O sussurro final veio de Sofia, roçando os lábios no meu ouvido:

“A próxima vez é na nossa casa.”

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A marca do desejoConto erótico: A marca do desejo

Conto erótico enviado por Marcela.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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