Conto erótico: O jogo do desejo – A bola em campo e o gol que ninguém esquece

Conto erótico: O jogo do desejo – A bola em campo e o Gol que Ninguém Esquece

A chuva caía fina sobre o gramado, molhando a camisa colada ao meu corpo enquanto eu observava o jogo do alto das arquibancadas. O estádio estava quase vazio, só alguns fanáticos como eu resistiam ao temporal. Mas não era só o futebol que me mantinha ali. Era ele.

Lucas, o lateral direito, movia-se com uma graça felina, cada músculo definido sob o uniforme encharcado. A cada corrida, a camisa grudava nas costas largas, revelando a sombra dos abdômens.

Eu o conhecia de vista, dos treinos que assistia às escondidas, das entrevistas que gravava para o site esportivo. Mas hoje, algo era diferente. Hoje, nossos olhares se cruzaram mais de uma vez.

O apito soou. Intervalo. Ele veio direto para a beira do campo, onde eu estava, encostada na grade. A respiração ofegante, os lábios entreabertos, gotas de chuva escorrendo pelo rosto. Não disse nada. Não precisava.

— Você sempre fica aqui, não é? — A voz era grave, rouca do esforço. Os olhos verdes queimavam mais que o sol de verão.

— Só quando tem algo que vale a pena ver — respondi, passando a língua pelos lábios. Um gesto lento, intencional.

Ele sorriu. Um sorriso que prometeu muito mais que um simples cumprimento. Aproximou-se, o cheiro de suor misturado à chuva invadiu meu espaço. Senti o calor do corpo dele antes mesmo que encostasse em mim.

— E o que você acha que vale a pena? — A pergunta era um desafio, um convite.

— Acho que você sabe — sussurrei, os dedos roçando sem pressa no tecido úmido da camisa dele. O toque foi elétrico. Ele prendeu a respiração.

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O estádio estava vazio demais. O barulho da chuva abafava tudo, menos o som das nossas respirações aceleradas. Quando a mão dele encontrou minha cintura, puxando-me contra o corpo duro, soube que não haveria volta.

— A gente não pode fazer isso aqui — murmurou, mas os dedos já deslizavam pela minha coxa, levantando a saia do vestido. A pele ardeu onde ele tocou.

— Quem vai ver? — provoquei, mordiscando o lóbulo da orelha dele. Um gemido abafado escapou dos lábios dele.

Não houve mais palavras. Só mãos ávidas, bocas famintas, corpos colados como se fossem um só. A grade fria nas minhas costas, o calor dele na minha frente. Cada beijo era uma promessa, cada carícia uma ameaça de perder o controle. E nós perdemos.

Os dedos dele encontraram o que procuravam, e eu arqueei, sufocando um grito contra o ombro largo. A chuva lavava tudo, menos o fogo que queimava entre nós. Quando ele afundou os dedos em mim, senti o mundo girar.

O estádio, a chuva, o jogo — nada importava mais que aquele momento, aquele toque, aquela necessidade urgente de mais.

— Preciso de você — ele rosnou, os lábios quentes no meu pescoço. — Agora.

E eu o deixei me levar. Não para os vestiários, não para um lugar seguro. Ali mesmo, entre a grade e o campo, com o cheiro de grama molhada e o som da chuva como nossa trilha sonora, nos entregamos ao desejo que há semanas dançava entre olhares e sorrisos roubados.

Quando chegou ao clímax, foi com meu nome nos lábios, as mãos apertando minha cintura como se eu fosse a única coisa real naquele mundo. E talvez fosse. Porque, naquele instante, só existíamos nós dois e o jogo que ninguém mais veria — mas que eu nunca esqueceria.

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Conto erótico enviado por Mariana S., 29 anos, jornalista esportiva e apaixonada por histórias que misturam paixão e adrenalina.

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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