Conto erótico: A lição particular

Conto erótico: A lição particular

Era uma terça-feira qualquer quando eu cheguei na casa do Ricardo para a aula de inglês. Fazia seis meses que eu estava fazendo essas "aulas particulares", mas a verdade é que fazia pelo menos dois meses que a gente mal abria o livro.

Eu sabia que tava errado. Ele era meu professor, eu era aluna, e a gente tinha combinado que aquilo era só uma ajuda extra com a gramática. Mas toda vez que ele passava a mão no meu cabelo enquanto explicava alguma coisa, meu corpo inteiro tremia.

Naquela tarde, ele tava mais sério que o normal. Colocou o caderno na mesa, olhou pra mim com aqueles olhos castanhos que mexiam comigo e disse: "Acho que a gente precisa focar hoje. Você não tem praticado."

Senti meu rosto queimar. Mas tinha alguma coisa na voz dele, um tom diferente. Ele não tava falando só da matéria.

Fiquei em silêncio, olhando pras minhas mãos. A cortina da sala tava meio aberta e a luz do fim da tarde entrava por um canto. Dava pra ouvir os vizinhos conversando do lado de fora, e isso me deixava mais nervosa ainda. E se alguém visse?

Ricardo se levantou, andou até a janela e fechou a cortina. "Melhor assim", ele disse baixinho. "O sol tava incomodando."

Eu sabia que não era o sol. E ele sabia que eu sabia.

Quando ele se virou pra mim, tinha um sorriso meio torto no rosto. "Você quer mesmo continuar com a lição hoje?"

Respirei fundo. Minha garganta tava seca. "Não", consegui dizer. "Não quero."

Ele deu dois passos e ficou na minha frente. Tão perto que dava pra sentir o cheiro do café que ele tinha tomado mais cedo. "Então o que você quer?"

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Nunca fui muito boa em me abrir, mas naquele momento as palavras saíram antes que eu pudesse pensar. "Quero que você me beije. Isso já faz semanas. Não aguento mais fingir que a gente só estuda."

Foi a primeira vez que eu falei isso em voz alta. Meu coração tava tão acelerado que achei que ia desmaiar. Eu tinha medo. Medo de estragar tudo, de ele rir da minha cara, de alguém descobrir.

Mas ele me puxou pelo braço, devagar, e encostou a testa na minha. "Tava esperando você dizer isso há meses", ele murmurou.

E aí o beijo veio. Macio no começo, como se a gente ainda estivesse se testando. Mas logo ficou mais forte, mais urgente. Minhas mãos agarraram a camisa dele e puxei ele contra mim. A cadeira rangeu quando a gente se desequilibrou.

Nós dois rimos, um pouco sem graça, mas ninguém parou. Ele deslizou a mão por baixo da minha blusa e eu senti um arrepio tão forte que precisei me segurar no ombro dele. Pela primeira vez em meses, eu não tava pensando em nada. Só sentindo.

Mais tarde, enquanto a gente se ajeitava no sofá, eu olhei pro livro de inglês caído no chão. Ele viu meu olhar e deu uma risada baixa. "Acho que hoje a gente não vai passar do verbo to be."

Eu mordi o lábio. Parte de mim tava feliz. Parte de mim já tava se preocupando com a próxima aula. Como é que ia ser? A gente ia conseguir fingir?

Mas naquele momento, deitada no peito dele, com a mão dele passando devagar nas minhas costas, eu decidi que não queria pensar nisso.

O que aconteceu aconteceu.

Conto erótico enviado por Marina

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Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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