
Conto erótico: O jogo da verdade proibida sem limites

A luz suave da lua filtrava-se pelas persianas, pintando listras prateadas no corpo dele enquanto ele se virava para mim na cama. O ar ainda carregava o calor do dia, um convite à preguiça, mas algo mais pesado, mais doce, pairava entre nós.
“E se…” a voz de Lucas saiu rouca, quebrando o silêncio confortável. Sua mão traçava círculos lentos na curva do meu quadril, por cima do tecido fininho da minha camisola. “E se a gente contasse um segredo? Algo que realmente queremos, mas nunca tivemos coragem de falar.”
Virei-me de lado, encarando o seu perfil iluminado pela penumbra. Seus olhos escuros brilhavam com uma mistura de desafio e vulnerabilidade que fez meu estômago embrulhar de antecipação.
“Que tipo de segredo?” perguntei, fingindo uma ingenuidade que não sentia. O meu coração já batia mais rápido.
“Um desejo,” ele sussurrou, aproximando os lábios do meu ouvido. Seu hálito quente fez-me estremecer. “Algo que acende um fogo em você só de pensar. Eu começo.”
Fechei os olhos por um segundo, sentindo a cor subir-me ao rosto. Isto era diferente. Era perigoso. Era excitante.
“Eu…” a voz dele falhou, e ele engoliu seco. “Eu sempre imaginei te ver com outra pessoa. Um homem. Ver você ser desejada, tocada… e eu, só observando, até não aguentar mais e reivindicar o que é meu.”
O ar saiu dos meus pulmões num sopro. A ideia era proibida, um território que nunca havíamos pisado. Mas em vez de choque, uma onda de calor percorreu-me o ventre, húmida e instantânea. A imagem que ele pintou era vívida, erótica, e a pureza do desejo dele era um afrodisíaco.
“Isso é… intenso,” consegui dizer, minha voz um fio.
“E você, Marina?” ele insistiu, sua mão descendo pela minha coxa, firme. “A sua vez. Um desejo verdadeiro. Nada é proibido aqui.”
Inspirei fundo, sentindo o caminho que a sua mão estava a traçar, incendiando a minha pele.
“Eu… gosto de ser dominada,” confessei, as palavras saindo num fluxo, libertadoras. “Gosto quando você me imobiliza, quando sinto a sua força e não posso fazer nada a não ser sentir. Gosto quando você me ordena, com essa voz grossa que você tem quando está excitado. Dizer o que quer, como quer.”
Um gemido baixo escapou-se da garganta dele. Seus dedos apertaram minha carne, e ele enterrou o rosto no meu pescoço, mordiscando suavemente.
“Como agora?” ele rosnou, virando-me de barriga para baixo com uma suavidade surpreendente. Seu corpo pesou sobre o meu, imobilizando-me. “Você gosta assim? Presa por mim?”
Conto erótico: O jogo da submissão“Sim,” sussurrei, virando o rosto para o lado na almofada, oferecendo-lhe mais acesso. O cheiro dele, musgo e calor, enchia os meus sentidos.
“E o que mais?” a voz dele era uma ordem, áspera contra a minha pele. “Conte-me tudo.”
Entre beijos roubados e mãos que exploravam territórios já conhecidos com uma nova posse, a conversa fluiu. Ele confessou o fascínio por me ver com um vibrador, controlando o meu prazer à distância. Eu admiti as fantasias com amarras e a submissão de beijá-lo por permissão. Cada segredo era um fósforo aceso, atirado para uma poça de gasolina. A intimidade entre nós tornou-se eléctrica, palpável.
Já não havia mais palavras necessárias. Ele virou-me de costas, seus olhos negros queimando com uma chama que eu nunca tinha visto tão clara.
“Então é isso,” ele disse, e era uma afirmação, um contrato. Sua mão deslizou entre as minhas pernas, encontrando o núcleo húmido do meu desejo. “Hoje à noite, você é minha. De todas as formas que eu quiser.”
“Sempre,” ofeguei, arqueando as costas ao primeiro toque dos seus dedos, já familiarizados mas agora carregados de uma nova intenção.
A sua boca encontrou a minha num beijo devorador, ao mesmo tempo que seus dedos começaram um ritmo implacável. Era uma invasão doce, uma reivindicação. Cada toque, cada mordidela, cada sussurro de incentivo era a materialização dos nossos segredos partilhados.
Ele usou o seu corpo para me imobilizar, tal como eu desejava, e a sensação de estar completamente à sua mercê, com o seu olhar percorrendo cada centímetro da minha pele, era intoxicante.
Quando a minha onda de prazer finalmente rebentou, foi com um grito abafado contra o seu ombro, um tremor que pareceu durar uma eternidade. Ele segurou-me através de tudo, e no segundo em que as contrações começaram a abrandar, entrou em mim num único movimento profundo, preenchendo o vazio que a própria crise tinha deixado.
O ritmo era feroz, possessivo, mas os seus olhos nunca deixaram os meus. Era a consumação de tudo o que havíamos dito, uma dança de entrega e controle que nos elevou a um lugar novo. O orgasmo dele chegou com um rugido abafado no meu pescoço, e a sensação quente da sua libertação dentro de mim foi o ponto final perfeito na nossa noite de confissões.
Caímos lado a lado, ofegantes, cobertos de um suor doce. Ele puxou-me para o seu peito, e eu ouvi o coração acelerado dele a abrandar contra o meu ouvido.
“Nunca mais vamos deixar de falar assim,” ele disse, beijando o topo da minha cabeça.
Abri um sorriso contra a sua pele, exausta, preenchida, e mais conectada a ele do que jamais estivera. Os nossos segredos já não eram monstros no escuro. Eram as chaves que tinham aberto uma porta para um novo mundo, um mundo que mal podíamos esperar para explorar juntos.
Conto erótico enviado por Suellen capetinha.
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