Conto erótico: Histórias gays como confissões íntimas

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A luz da tarde filtrava pelas persianas, desenhando listras douradas sobre a pele de Lucas enquanto ele se debruçava na janela do apartamento. O ar quente de São Paulo colava a camisa no corpo, mas não era o calor que o fazia suar.

Era a memória da noite anterior, a lembrança dos dedos de Mateus traçando caminhos proibidos em seu pescoço, descendo até onde a roupa já não escondia mais nada.

Tudo começou no bar, aquele lugar com iluminação baixa e música que pulsava como um segundo coração. Lucas o viu primeiro: Mateus, alto, de ombros largos e um sorriso que prometia mais do que apenas uma conversa.

Os olhos se encontraram, e o copo de uísque que Lucas levava aos lábios pareceu queimar mais do que o líquido âmbar dentro dele.

— Você vem aqui sempre? — Mateus perguntou, a voz rouca cortando o barulho ambiente.

— Só quando preciso esquecer algo — Lucas respondeu, sem tirar os olhos dos lábios entreabertos do outro.

Não houve jogo, não houve fingimento. A atração era um ímã, e os dois se deixaram puxar até o banheiro dos fundos, onde a porta mal fechava. As mãos de Mateus eram firmes, explorando o corpo de Lucas como se já o conhecessem há anos.

Os beijos eram urgentes, molhados, e o gemido abafado de Lucas quando os dedos de Mateus encontraram o botão de sua calça ecoou como uma confissão.

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— Você quer isso — Mateus sussurrou, não era pergunta.

Lucas não respondeu com palavras. Empurrou Mateus contra a parede, sentindo o corpo do outro ceder, quente e duro ao mesmo tempo. As roupas foram sendo removidas em movimentos rápidos, desesperados, até que só restasse pele contra pele.

A boca de Mateus encontrou o pescoço de Lucas, mordendo o suficiente para deixar uma marca que duraria dias.

— Mais — Lucas exigiu, as unhas cravando nas costas de Mateus.

E Mateus deu. Cada toque era uma promessa, cada movimento uma resposta à fome que os consumia. Quando finalmente se uniram, foi como se o mundo parasse. O ritmo era selvagem, mas os olhos nunca se desgrudaram. Não havia vergonha, não havia medo.

Só havia o som da respiração ofegante, o cheiro de suor e colônia barata, e a certeza de que aquilo era apenas o começo.

Depois, no apartamento de Lucas, a luz da manhã revelou o que a escuridão escondeu: as marcas no corpo, o sorriso satisfeito, e a promessa de que não seria a última vez.

Conto erótico enviado por Rafael, 32, designer gráfico.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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