
Conto erótico: Gays que revelam desejos proibidos – Você confessaria?

A chuva batia nas janelas do hotel como dedos impacientes, ansiosos por tocar algo além do vidro frio. Eu estava ali, encostado na porta do quarto 204, a chave tremendo entre meus dedos não por medo, mas pela certeza do que viria.
O cheiro de colônia cítrica ainda pairava no ar, misturado ao perfume do corpo que me esperava do outro lado. Respirei fundo antes de girar a maçaneta.
Dentro, a penumbra revelava silhuetas nítidas: a cama desfeita, as roupas espalhadas no chão como rastros de uma pressa deliberada. Ele estava de costas, a pele bronzeada refletindo a luz amarela do abajur.
A coluna vertebral, uma linha de tensão que pedia para ser percorrida por mãos famintas. Não precisamos de palavras. O som da porta fechando foi nosso primeiro acordo.
— Você demorou — murmurou, sem se virar. A voz, grave e áspera, desceu pela minha espinha como mel quente.
— Quis ter certeza de que era isso que queria — respondi, aproximando-me. Meus dedos roçaram seus ombros, e ele estremeceu. A verdade era mais simples: eu queria memorizar cada segundo antes de perder o controle.
Ele se virou então. Os olhos, escuros e brilhantes, fixaram-se nos meus enquanto as mãos dele desciam pela minha camisa, desabotoando-a com uma lentidão torturante. Cada botão que se abria era um suspiro rouco, um convite para mergulhar mais fundo.
A pele dele queimava sob minhas palmas, e quando nossos lábios se encontraram, foi como acender um fósforo em um quarto cheio de gasolina.
— Não vamos fingir que isso é só sexo — sussurrei contra sua boca, enquanto suas unhas cravavam-se nas minhas costas.
— Nunca fingi nada contigo — ele respondeu, empurrando-me contra a parede. A força do impacto me excitou ainda mais. Suas coxas, musculosas, apertaram as minhas, e senti o quanto ele já estava duro, ansioso. O beijo tornou-se urgente, línguas duelando, dentes mordiscando lábios inchados de desejo.
As roupas caíram no chão em segundos. Não havia espaço para timidez ali. Seus dedos envolveram meu pescoço, puxando-me para outro beijo enquanto sua outra mão deslizava entre nós, encontrando meu sexo já latejante.
Um gemido escapou dos meus lábios quando ele começou a mover a mão, lento no início, depois com uma pressão que me fez ver estrelas.
— Assim — murmurei, arqueando o corpo contra o dele. — Exatamente assim.
Ele sorriu, um gesto perverso que prometeu muito mais. Com um empurrão suave, me jogou na cama. O colchão afundou sob nosso peso, e o som úmido dos nossos corpos se encontrando encheu o quarto.
Conto erótico: Histórias gays como confissões íntimasSuas mãos exploraram cada centímetro da minha pele, como se quisesse gravar meu corpo na memória. Quando seus lábios desceram pelo meu peito, mordeu levemente um mamilo, e eu arqueei as costas, ofegante.
— Você gosta de ser dominado — constatou, a voz um rosnado baixo.
— Gosto de ser seu — corrigi, puxando-o para cima de mim.
O peso dele foi delicioso. Nossas ereções roçaram uma na outra, e o atrito quase me fez perder a razão. Mas ele não tinha pressa. Cada toque era calculado, cada carícia uma promessa de algo maior. Quando finalmente seus dedos umedecidos encontraram minha entrada, eu já estava tremendo de necessidade.
— Por favor — pedi, sem vergonha.
Ele não me fez esperar. A penetração foi lenta, quase reverente, até que nossos quadris se encaixaram perfeitamente. O ritmo começou devagar, mas logo se tornou selvagem, nossos corpos colidindo em um compasso que só nós entendíamos.
O suor escorria entre nós, misturando-se aos gemidos abafados e aos murmúrios de prazer.
— Mais — exigi, cravando as unhas em suas costas.
Ele obedeceu. Cada investida era mais profunda, mais possessiva, até que o mundo se reduziu àquele quarto, àquela cama, àquele homem que me fazia esquecer meu próprio nome. Quando gozei, foi com um grito abafado contra seu ombro, as ondas de prazer tão intensas que me deixaram sem fôlego.
Ele seguiu logo depois, o corpo tremendo sobre o meu, o nome dele escapando dos meus lábios como uma prece.
Caímos na cama, ofegantes, a pele colada, os corações batendo no mesmo ritmo acelerado. Não havia arrependimento, nem desculpas. Só a certeza de que, naquela noite, havíamos cruzado uma linha da qual nenhum de nós voltaria intacto.
— Valeria a pena confessar isso amanhã? — perguntei, traçando círculos em suas costas com os dedos.
Ele riu, baixo e rouco.
— Alguns pecados são melhores guardados no escuro.
Conto erótico: Histórias gays como confissões íntimas
Conto erótico: Contos gays que aconteceram de verdadeConto erótico enviado por Rafael, 32 anos, após uma noite em São Paulo que mudou tudo.
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