Conto erótico: Dia das mães com dois homens fazendo amor

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A cozinha cheirava a café recém-passado e pão de queijo dourando no forno. Era domingo de manhã, e o sol entrava pela janela aberta, pintando o azulejo branco com listras de luz. Daniel ajustou a xícara sobre a mesa de madeira, observando o vapor subindo em espirais preguiçosas. Do outro lado, Leonardo folheava o jornal com uma mão, enquanto a outra brincava distraídamente com a colher, como se não soubesse bem o que fazer com ela.

— Você sempre demora tanto para escolher o que comer? — Daniel perguntou, sem tirar os olhos do líquido escuro em sua xícara. A voz saía baixa, como se temesse quebrar o silêncio confortável que os envolvia.

Leonardo levantou os olhos, um sorriso tímido aparecendo no canto da boca.
— Só quando tenho opções boas demais. — Ele fechou o jornal e o empurrou para o lado, como se de repente o papel não fosse mais tão interessante. — E você? Sempre tão decidido?

Daniel não respondeu de imediato. Em vez disso, esticou o braço para pegar o prato de pães, e seus dedos roçaram os de Leonardo por um segundo a mais do que o necessário. Um arrepio subiu pela sua nuca, mas ele fingiu não notar. O contato foi acidental, ou pelo menos era o que ele tentava se convencer.

— Às vezes a gente demora porque não quer errar a escolha — murmurou, finalmente, enquanto partia um pão ao meio. O som do miolo esfarelando preencheu o espaço entre eles.

Leonardo observou o movimento, os lábios levemente entreabertos. Havia algo no jeito como Daniel segurou o pão, como se fosse algo frágil, que não pudesse ser quebrado. Ou talvez fosse ele próprio que se sentia frágil, com a proximidade daquele homem que, até então, era apenas o melhor amigo de sua irmã.

— E se a gente não quiser escolher? — Leonardo perguntou, a voz mais rouca do que o habitual. Seus olhos, antes distantes, agora fixavam Daniel com uma intensidade que não passava despercebida.

Daniel ergueu o olhar, surpreso. A pergunta pairava no ar, carregada de algo que ele não conseguia nomear. O ar entre eles parecia mais denso, como se cada respiração fosse um passo em direção a um lugar desconhecido. Ele engoliu em seco, sentindo o peso do silêncio.

— Aí a gente divide — respondeu, por fim, e o duplo sentido daqueles palavras não passou batido por nenhum dos dois.

Leonardo sorriu, um sorriso lento, como se estivesse saboreando a ideia. Ele se inclinou levemente para frente, os cotovelos apoiados na mesa, e o espaço entre eles diminuiu. Daniel não se afastou. Em vez disso, sentiu o calor do corpo do outro homem, como se o ar entre eles tivesse se tornado um fio invisível, puxando-os um em direção ao outro.

— Dividir pode ser uma boa ideia — Leonardo concordou, e sua voz era pouco mais do que um sussurro. — Mas e se a gente não quiser parar por aí?

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Daniel não respondeu. Não com palavras, pelo menos. Em vez disso, seus olhos caíram para os lábios de Leonardo, e por um momento, ele se permitiu imaginar como seria tocá-los. O desejo era uma onda quente, crescendo dentro dele, mas havia também o medo, a incerteza, o peso de tudo o que aquilo significaria. A mesa entre eles parecia, de repente, uma barreira insignificante.

Leonardo não esperou por uma resposta. Em um movimento suave, ele esticou a mão e tocou a de Daniel, que ainda segurava o pão. Desta vez, não houve desculpas, não houve fingimento. Era um toque intencional, um convite. Daniel não se afastou. Em vez disso, virou a palma da mão para cima, entrelaçando os dedos aos de Leonardo. O contato era elétrico, e o ar entre eles agora fervia com uma tensão que não podia mais ser ignorada.

— A gente não precisa decidir tudo agora — Leonardo murmurou, enquanto seu polegar desenhava círculos lentos na pele de Daniel. — Mas acho que a gente já sabe o que quer.

Daniel fechou os olhos por um instante, sentindo o coração bater tão forte que tinha certeza de que Leonardo poderia ouvi-lo. Quando os abriu novamente, encontrou o olhar do outro homem, escuro e cheio de promessas. E, pela primeira vez, ele não teve medo. Em vez disso, sorriu, um sorriso tímido, mas cheio de uma determinação que ele não sabia que tinha.

1. Qual é o nome dos dois personagens principais do conto?

2. O que os personagens estão fazendo no início do conto?

3. Qual elemento NÃO é usado para construir a tensão entre os personagens?

4. O que Daniel e Leonardo decidem fazer no final do conto?

5. Qual é a cidade associada à assinatura do conto?

— Acho que sim — ele concordou, e quando suas mãos se apertaram, foi como se um acordo silencioso tivesse sido selado. O resto do mundo poderia esperar.

Conto erótico enviado por Marina Costa, de Florianópolis.

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Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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