
Conto erótico: Contos gays que aconteceram de verdade

A luz dourada do entardecer invadia a sala vazia, deslizando sobre a mesa de mogno e os papéis espalhados. Era sexta-feira, o prédio quase deserto, e eu ainda estava ali, revisando relatórios que ninguém mais queria ver.
O silêncio só era quebrado pelo zumbido do ar-condicionado e pelo som dos meus dedos no teclado.
Foi quando a porta se abriu.
— Você ainda aqui, Ricardo? — A voz de Lucas, meu colega de departamento, ecoou no espaço. Ele era alto, de ombros largos, sempre impecável no terno cinza que realçava seus olhos verdes. O jeito como ele segurou a maçaneta, como se hesitasse em entrar, já me fez sentir o peso do ar mudar.
— Só terminando umas coisas — respondi, sem tirar os olhos da tela, mas sentindo cada passo que ele dava em minha direção.
— Precisa de ajuda? — A pergunta era simples, mas o tom era baixo, quase íntimo. Ele se apoiou na mesa, tão perto que eu podia sentir o cheiro do perfume dele, algo cítrico e quente, como laranja e âmbar.
— Não é trabalho que falta — falei, finalmente olhando para ele. Nossos olhos se encontraram, e por um segundo, o mundo parou. Lucas tinha um sorriso que prometia mais do que palavras. Um sorriso que eu já tinha imaginado em momentos que não deveria.
— Então por que não relaxa um pouco? — Ele deslizou a mão sobre a mesa, os dedos roçando levemente nos meus. Não foi acidente. Eu sabia. Ele sabia.
O toque foi como uma faísca. Meu corpo reagiu antes que eu pudesse pensar, a respiração ficando mais curta, o calor subindo pelo pescoço. Não havia ninguém no andar. Ninguém para nos ver. Ninguém para nos julgar.
— Acho que você está certo — murmurei, fechando a tela do notebook com um clique seco.
Conto erótico: Relatos verdadeiros viram erotismo gayLucas não precisou de mais convite. Ele se aproximou, o corpo quase colado ao meu, e eu senti o calor dele através da camisa. Suas mãos, firmes e seguras, deslizaram pela minha cintura, puxando-me para perto. Não houve pressa. Só a certeza de que aquilo era inevitável.
— Há quanto tempo a gente finge que não quer isso? — Ele sussurrou, os lábios roçando minha orelha. A voz dele era áspera, cheia de desejo contido.
Não respondi com palavras. Minhas mãos encontraram o peito dele, sentindo o ritmo acelerado do coração sob o tecido. A boca de Lucas encontrou a minha em um beijo que não era suave, nem tímido. Era fome. Era necessidade. Era tudo o que a gente tinha evitado por meses.
Ele me empurrou contra a mesa, os papéis caindo no chão sem importância. As mãos dele exploraram meu corpo, tirando a gravata, desabotoando a camisa com uma urgência que me deixou sem fôlego. Cada toque era um convite. Cada gemido abafado, uma resposta.
— Você é ainda melhor do que eu imaginava — Lucas murmurou, os lábios descendo pelo meu pescoço, mordiscando a pele sensível. Eu arqueei as costas, entregue à sensação, às mãos dele que agora deslizavam pela minha cintura, puxando meu quadril contra o dele.
Não havia mais espaço para dúvidas. Só para o calor, para o desejo, para a maneira como nossos corpos se encaixavam como se fossem feitos um para o outro. A mesa fria nas minhas costas, o corpo quente dele pressionado contra o meu. Era perfeito. Era errado. Era exatamente o que a gente precisava.
Quando finalmente nos separamos, ofegantes e suados, Lucas me olhou com um sorriso que era metade triunfo, metade promessa.
— Acho que a gente vai ter que fazer isso de novo — ele disse, ajustando a camisa enquanto eu ainda tentava recuperar o fôlego.
E eu soube, sem sombra de dúvida, que ele estava certo.
Conto erótico enviado por Marcos V.
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