Conto erótico: A pausa que refresca

Conto erótico: A pausa que refresca

O escritório era um campo de batalha silencioso. Telas brilhando, teclados ratando e o ar condicionado zumbindo uma melodia monótona.

Eu sentia a pressão subindo, não apenas pelos prazos apertados, mas por um calor diferente, insistente, que se espalhava das minhas coxas para a barriga. Olhei para o relógio. Faltavam duas horas para o fim do expediente. Não aguentava mais aquela tensão acumulada.

Levantei-me, tentando manter a postura. "Vou pegar um café", murmurei para a colega ao lado, sem fazer contato visual. O coração acelerava, batendo contra as costelas como um pássaro em pânico. Eu não queria café. Eu queria alívio.

Caminhei pelo corredor longe, sentindo o tecido da calcinha roçar suavemente a cada passo, um lembrete constante de como eu estava molhada. A porta do banheiro feminino estava lá, no final do corredor, um santuário de azulejos brancos. Entrei e tranquei a porta, ouvindo o clique metálico do fecho. O silêncio reverberou.

Apoiei-me à pia, olhando meu rosto no espelho. Bojos levemente corados, olhos meio vidrados. Minha respiração já estava alterada. As mãos, por conta própria, desceram pela blusa, encontrando o botão da calça de alfaiataria. Desabotoei. O zíper desceu devagar, revelando a lingerie preta de renda. Aquele contraste entre o rígido terno social e a renda macia me excitava ainda mais.

Deslis a calça até os joelhos. O ar frio do banheiro bateu na minha pele exposta, eriçando os pelos. Sentei-me na tampa da privada, apoiando os pés na descarga. Fechei os olhos. A mão direita desceu, encontrando o calor úmido entre minhas pernas. Comecei devagar, apenas com a ponta dos dedos, desenhando círculos suaves sobre o tecido da calcinha já encharcado.

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A sensação foi um choque elétrico. Dei um suspiro abafado. Tirei a calcena para o lado, liberando acesso total. Meus dedos mergulharam na minha lubrificação, quente e escorregadia. Comecei a massagear o clitóris, movimentos firmes e rápidos, exatamente como eu gosto. A cabeça pendeu para trás, batendo suavemente no azulejo.

Eu imaginava um rosto desconhecido, alguém de terno, com mãos fortes me pegando ali mesmo, torcendo minha roupa e me usando com urgência. O pensamento serviu de combustível. O ritmo aumentou. O som da mão roçando na pele, úmido e lascivo, enchia o cubículo. Meus dedos entraram e saíram, acompanhando a contração dos meus músculos internos.

A tensão subiu como uma maré. O estresse do trabalho evaporava, substituído pelo frenesi do prazer. Eu queria vir, rápido e intenso. Apertei o seio esquerdo com a mão livre, roçando o mamilo duro através do sutiã. A dor misturou-se ao prazer. "Mais", sussurrei, ninguém ouvindo. "Isso, assim."

O orgasmo veio como uma onda, me derrubando de volta à realidade com um espasmo violento. Minhas pernas tremeram, o ar preso nos pulmões soltou-se em um gemido longo e baixo. Fiquei ali, imóvel, sentindo as contrações diminuírem até virarem pequenos tremores.

A limpeza foi rápida. Puxei a roupa, ajeitei o cabelo, lavei o rosto com água gelada. Ao sair, me senti leve, renovada, pronta para voltar à batalha. Ninguém no escritório tinha ideia do que acabara de acontecer.

Conto erótico enviado por Camila e Rafael.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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