Conto erótico: A música e o vizinho safado

Conto erótico: A música e o vizinho safado

Aquele som voltou. Era a noite de quinta-feira, sempre a mesma hora, pontual como um relógio. Primeiro, o grave distorcido de um baixo que fazia as paredes do meu apartamento vibrarem levemente. Depois, a batida constante e hipnótica da bateria.

E então, a guitarra, elétrica, cortante, seguida por um vocal rouco e poderoso. A banda de rock do vizinho do 507 estava ensaiando.

Eu, Marina, deveria estar irritada. Em vez disso, estava deitada na minha cama, com as pernas inquietas, o som entrando em mim como um convite. Era impossível ignorar. Era impossível não se sentir… provocada.

Havia semanas que aquele ritual me afetava. Eu me pegava parando minhas atividades para ouvir, imaginando o dono daquela voz. Lucas. Eu o via no elevador, alto, com tatuagens que serpenteavam por seus braços musculares, um sorriso fácil que não prometia nada inocente.

Ele sempre cumprimentava com um "E aí, vizinha?" que soava como uma pergunta carregada de duplo sentido.

Naquela noite, algo dentro de mim estalou. A música era mais intensa, mais crua. Uma energia elétrica percorria meu corpo. Sem pensar duas vezes, vesti um shorts curto e uma camiseta justa e saí do apartado. Subi um andar e parei diante da porta 507.

A música era ensurdecedora do lado de fora. Respirei fundo e bati.

A música parou abruptamente. Passos pesados se aproximaram, e a porta se abriu.

Lucas estava lá, suado, com o cabelo despenteado e um suor brilhante no peito, visível pela camiseta molhada. Seus olhos escuros percorreram meu corpo de cima a baixo, e um sorriso lento e compreensivo surgiu em seus lábios.

"Marina. Problema com o barulho?" ele perguntou, a voz mais rouca do que ao microfone.

"De certa forma," respondi, cruzando os braços. "É um barulho que… me distrai. Me deixa com calor."

Seus olhos brilharam com um fogo intenso. Ele não disse uma palavra, apenas recuou, abrindo a porta num convite claro. Entrei. O apartamento era minimalista, mas dominado por instrumentos e equipamentos de som. O ar cheirava a suor, cerveja e algo indescritivelmente masculino.

Ele fechou a porta, e o silêncio que se seguiu foi mais pesado do que qualquer música. "E o que você sugere que eu faça sobre esse… calor da vizinha?" ele sussurrou, chegando mais perto.

A distância entre nós era ínfima. Eu podia sentir o calor emanando do corpo dele.

"Talvez você possa me mostrar como é a sua música por dentro," propus, minha voz saindo mais ousada do que eu sentia. "Não só ouvir. Sentir."

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Um som baixo, quase um rosnado, saiu da garganta dele. Sua mão, grande e áspera, encontrou a minha cintura, puxando-me contra ele. O contato foi um choque. Cada centímetro do meu corpo entrou em alerta, um desejo puro e incontrolável tomando conta.

"Eu posso fazer você sentir cada nota," ele murmurou, sua boca perto do meu ouvido, seu hálito quente contra minha pele.

E ele fez.

Sua boca encontrou a minha com uma fome que me deixou sem ar. Não era um beijo delicado; era uma conquista, uma afirmação. Suas mãos percorreram minhas costas, desceram até meu shorts, apertando minhas nádegas com uma posse que me fez gemer em sua boca.

Eu arranquei a camiseta suada dele, minhas unhas arranhando levemente a pele quente e as tatuagens de seu torso.

Ele me levou contra a parede, o corpo duro pressionando o meu. Eu conseguia sentir a ereção dele através da calça, um promessa sólida e implacável contra minha coxa. Meus dedos desceram até o zíper, libertando-o. Ele era magnífico grande, pulsante, e perfeitamente meu naquele momento.

"Quero ouvir você mais alto do que a minha guitarra," ele ordenou, voz rouca de desejo, enquanto suas mãos abriam meu shorts e desciam minha calcinha.

Quando ele entrou em mim, foi como o acorde final de uma música poderosa—completo, profundo, e arrebatador. Um grito abafado escapou dos meus lábios. Ele se moveu com um ritmo primal, sincronizado com a batida do meu coração, com os resquícios da música que ainda ecoava em nossas mentes.

Cada investida era uma batida de bateria, cada gemido meu, um refrão. O suor de nossos corpos se misturava, o cheiro do sexo e do rock enchendo o ar.

Ele me levou ao chão, sobre um tapete, e eu o guiei, cavalgando-o com uma ferocidade que eu nem sabia ter. Seus olhos não saíam dos meus, escuros, intensos, cheios de admiração e luxúria. A tensão que construímos por semanas explodiu naquele quarto, em movimentos lascivos, em mãos que agarravam e bocas que mordiscavam.

Quando o orgasmo me atingiu, foi como uma onda sonora, começando nos meus dedos do pé e explodindo em um grito gutural que ele abafou com um beijo profundo. Ele me seguiu momentos depois, um gemido longo e rouco saindo de seu peito, seu corpo tremendo contra o meu.

Ficamos deitados no chão, ofegantes, nossos corpos ainda unidos. A quietude era absoluta, quebrada apenas pela nossa respiração ofegante.

Ele virou a cabeça para mim, um sorriso de cumplicidade safada nos lábios. "Ainda está com calor, vizinha?"

Eu ri, uma risada baixa e satisfeita. "Acho que o problema do barulho foi resolvido. Por enquanto."

Ele riu também, e eu soube que aquele era apenas o primeiro de muitos ensaios particulares.

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Conto erótico enviado por Marina.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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