Conto erótico: A marca do desejo

Conto erótico: A marca do desejo

A noite caía sobre a cidade, e o apartamento dele, no último andar, era um refúgio de luzes baixas e música suave. Eu, Juliana, estava ali pela terceira vez naquela semana — e, como sempre, a tensão entre nós era tão espessa que dava para cortar com uma faca.

Mateus não era do tipo que perdia tempo com romances vazios. Ele ia direto ao ponto, e era exatamente isso que me deixava louca.

Você veio aqui só para me provocar? — perguntou, encostando-me na parede assim que fechei a porta. Os dedos dele deslizaram pela minha cintura, apertando com uma posse que me fez tremer.

Talvez — respondi, mordendo o lábio, enquanto suas mãos subiam pelo meu vestido, encontrando a pele nua das minhas costas. O tecido era fino demais, e quando ele puxou o zíper, senti o ar frio do apartamento beijar minha pele quente.

Sem jogos hoje — rosnou, a boca colada no meu ouvido. — Quero você do jeito que eu quiser.

Não tive tempo de responder. Ele me virou de costas para si, empurrando-me suavemente contra a parede. As mãos dele exploraram meu corpo com uma urgência que me deixou sem fôlego: dedos ágeis desceram pela minha coluna, parando na borda da calcinha. Com um movimento rápido, ele a arrancou, deixando-a cair no chão.

Deixa eu ver você — ordenou, e obedeci, arqueando as costas, oferecendo-me.

Os dedos dele traçaram o contorno da minha bunda, apertando, massageando, até que um gemido escapou dos meus lábios. Quando senti a língua quente deslizando entre as minhas nádegas, quase perdi o equilíbrio. Mateus não tinha pressa. Ele explorou cada centímetro, provocando, até que meu corpo tremia de desejo.

Por favor… — implorei, mas ele só riu, baixo e rouco.

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Você vai esperar — disse, levantando-se.

Senti o corpo dele pressionado nas minhas costas, a ereção dura contra a minha pele. Ele não me penetrou. Não ainda. Em vez disso, guiou minha mão até o pênis, ensinando-me o ritmo que queria. Cada movimento me deixava mais molhada, mais desesperada.

Assim — sussurrou, a voz tensa. — Mais rápido.

Obedeci, e quando ele não aguentou mais, afastou minha mão. Ouvi o som do preservativo sendo aberto, e segundos depois, ele estava dentro de mim, com uma força que me fez gritar. Cada investida era profunda, possessiva, as mãos dele marcando minha pele.

Você é minha — rosnou, e eu não consegui responder. Só conseguia sentir: o calor, a pressão, o prazer crescendo dentro de mim como uma onda.

Quando gozei, foi com o nome dele nos lábios, o corpo tremendo, as unhas cravadas na parede. Mas Mateus não tinha terminado. Ele se afastou, a respiração ofegante, e antes que eu pudesse me virar, senti o jato quente do prazer dele atingindo minha bunda, escorrendo pela pele.

Agora você está marcada — disse, a voz rouca, enquanto passava os dedos pelo local, espalhando o sêmen como se fosse uma promessa.

Eu me virei, ofegante, e o beijei com uma fome que não conhecia. Não havia palavras. Só havia a certeza de que, naquela noite, eu era dele — e ele, meu.

Conto erótico enviado por R. Silva, 31, Rio de Janeiro.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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