Conto erótico: A marca da submissão

Conto erótico: A marca da submissão

O ar no quarto estava pesado, carregado com o cheiro de nosso suor e do perfume de jasmim que eu usava. Rafael me olhava da cadeira no canto do quarto, seus olhos escuros queimando com uma intensidade que me fazia tremer.

Ele estava nu, seu corpo musculoso relaxado, mas a tensão era palpável, uma corda de arco pronta para ser disparada. Eu estava na cama, de joelhos, vestindo apenas o meu conjunto de lingerie preta de renda, um presente dele que sabia que o deixava louco.

“Vem cá,” ele ordenou, a voz um barítono rouco que vibrava até meus ossos.

Obedeci, deslizando da cama e caminhando até ele. Cada passo era um ritual, a balançar meus quadris de forma deliberada. Parei à sua frente, esperando. Ele não tocou em mim. Seus olhos percorreram meu corpo, devorando cada centímetro de pele exposta, até pararem nos meus pés. Eu havia feito as unhas com um vermelho sangue, um contraste vibrante com a palidez da minha pele.

“Levante o pé,” ele disse.

Estendi minha perna direita, apoiando o pé em seu joelho. Ele pegou minha canela, sua mão quente e firme envolvendo-me. Seus polegares começaram a massagear a sola do meu pé, pressionando os pontos com uma precisão que me fez soltar um gemido baixo. Era uma mistura de dor e prazer, uma sensação que percorreu minha coluna como uma corrente elétrica. Ele levou meu pé aos lábios, beijando cada um dos meus dedos, um por um, com uma reverência que me fez sentir como uma deusa.

“Você é perfeita,” sussurrou ele contra minha pele. “Toda perfeita.”

Sua mão deslizou da minha canela para a coxa, seus dedos afundando na minha carne. Ele começou a se masturbar, o ritmo lento e controlado, seus olhos fixos no meu pé. A visão era incrivelmente erótica, o poder que eu tinha sobre ele naquele momento era intoxicante. Eu era o centro de seu universo, a causa de seu prazer.

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“Não tire os olhos de mim,” ele sussurrou, sua respiração se tornando mais pesada. “Fique exatamente assim.”

Eu o observei, seu rosto contorcido em um êxtase crescente, seus movimentos se tornando mais rápidos, mais urgentes. Eu podia sentir o próprio desejo crescendo dentro de mim, um calor pulsante entre minhas pernas. Ele me puxou para mais perto, seu rosto enterrado na minha nuca, seu hálito quente em meu pescoço.

“Estou quase lá,” ele gemeu. “Por favor, deixe-me gozar nos seus pés.”

Aquele pedido, a submissão em sua voz, foi meu ponto de ruptura. “Sim,” eu sussurrei de volta. “Goze para mim. Gozar nos meus pés.”

Com um grunhido profundo, ele atingiu o clímax. O calor de seu líquido atingiu a parte de cima do meu pé, uma sensação úmima e íntima que me fez estremecer. Ele continuou a se mover, drenando cada gota de seu prazer sobre mim, marcando-me como seu. Quando terminou, ele ficou imóvel por um momento, sua cabeça apoiada em meu ombro, seu corpo tremendo.

Ele se afastou, seus olhos encontrando os meus. Havia uma vulnerabilidade neles que eu nunca tinha visto antes. Ele pegou uma toalha na mesinha de cabeceira e, com uma delicadeza surpreendente, limpou meu pé. Cada movimento era terno, um ato de cuidado após a intensidade crua do momento.

Ele me pegou no colo, seu peso familiar e reconfortante. “Você é tudo para mim,” ele sussurrou em meu ouvido. E naquele momento, envolvida em seus braços, com a marca de seu desejo ainda fresca em minha pele, eu sabia que era verdade.

Conto erótico enviado por Laura e Thiago.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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