Conto erótico: A dança que desata os desejos

Conto erótico: A dança que desata os desejos

A sala estava quente, não só pelo calor do verão que se infiltrava pelas janelas entreabertas, mas pela energia que pulsava entre os corpos.

O cheiro de suor misturado ao perfume doce de baunilha e âmbar preenchia o ar. Era uma daquelas noites em que a música não era apenas som, mas um convite. Um convite que eu, Lucas, não podia recusar.

Ela entrou no salão como se o mundo fosse seu palco. O vestido vermelho, justo o suficiente para delinear cada curva, se movia com ela, fluido como água. Os cabelos castanhos, soltos, balançavam ao ritmo da batida sensual que ecoava pelas caixas de som.

Seus olhos, escuros e profundos, encontraram os meus por um segundo. Foi o bastante.

Não precisei de palavras. Aproximei-me, sentindo o calor do seu corpo antes mesmo de tocá-la. A música nos envolveu, e quando minhas mãos encontraram sua cintura, ela não resistiu. Seus dedos deslizaram pelos meus ombros, descendo devagar, como se traçassem um mapa de desejo na minha pele.

— Você dança como se soubesse exatamente o que quer — ela sussurrou, os lábios tão próximos ao meu ouvido que senti o ar quente de sua respiração.

— E você se move como se soubesse exatamente o que eu quero — respondi, puxando-a mais perto. O cheiro de seu perfume agora se misturava ao meu, uma alquimia que me deixava tonto.

Seus quadris se pressionaram contra os meus, e cada movimento era uma promessa. A música acelerou, e com ela, nossos corpos. Minhas mãos subiram por suas costas, sentindo a textura sedosa do tecido e, abaixo dele, a pele macia e quente. Ela arqueou levemente, um convite silencioso para explorar mais.

— Acho que não aguento só dançar — ela murmurou, os dedos agora entrelaçados nos meus cabelos, puxando minha cabeça para baixo até que nossos lábios quase se tocassem.

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— Então não dance — respondi, antes de finalmente capturar sua boca.

O beijo foi quente, úmido, urgente. Suas mãos desceram pelo meu peito, parando na cintura da minha calça. Eu a pressionei contra a parede mais próxima, sentindo o ritmo acelerado de seus batimentos cardíacos. Ela gemeu baixo, um som que vibrou direto na minha boca.

— Quero você. Agora — ela disse, os olhos brilhando com uma mistura de desafio e desejo.

Não precisei de mais convite. Minhas mãos deslizaram pelo seu vestido, encontrando a pele nua de suas coxas. Ela mordeu o lábio inferior quando meus dedos exploraram mais acima, sentindo o calor úmido que já a deixava pronta. Cada toque era uma centelha, cada suspiro, um combustível.

— Não aqui — ela sussurrou, mesmo que seus quadris se movessem contra os meus, implorando pelo contrário.

Mas eu a levantei nos braços, sentindo o peso dela, a confiança. Caminhei até o banheiro dos fundos, onde a luz era fraca e o som da música, abafado. A porta se fechou com um clique, e de repente, estávamos sozinhos. Só nós, a respiração ofegante e o desejo que não podia mais esperar.

Ela me empurrou contra a pia, os dedos ágeis desabotoando minha camisa. Cada peça de roupa que caía no chão era um passo mais perto do que ambos queríamos. Quando finalmente a tive nua diante de mim, o fôlego me faltou. Sua pele brilhava com uma fina camada de suor, os seios cheios e os mamilos duros, implorando por atenção.

— Não me faça esperar — ela pediu, a voz rouca de necessidade.

E eu não fiz.

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Conto erótico enviado por Rafael Oliveira, 32, escritor e apaixonado por noites de dança e paixões inesperadas

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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