
Conto erótico: Na Amazônia o Pará e a gozada no rio

A mão dele encontrou o ombro dela sem aviso, e o calor subiu como se o sol tivesse desabado dentro do peito de Clara. O toque não durou mais que dois segundos, tempo suficiente para o barco balançar e o equilíbrio dela vacilar. Ele segurou firme, os dedos cavando a pele nua, e depois soltou. Nenhuma palavra. Apenas o silêncio do rio e o chiado dos insetos.
Ela não virou o rosto. Fingiu que nada aconteceu, que a mão dele não tinha deixado uma marca térmica que se espalhava como tinta na água. O barco deslizava lento, cortando a superfície escura do Rio Negro, e Clara pensou em tudo que não deveria. Na maneira como os olhos dele a seguiam quando ela se movia. Na respiração dele, mais profunda perto dela. No fato de que estavam sozinhos há três dias, e que a floresta parecia engolir todas as regras.
A lembrança veio em fragmentos: a noite anterior, a rede balançando, o som da chuva no telhado de palha. Ela acordara com a mão dele na cintura, mas quando abriu os olhos, ele já estava longe, preparando café, o rosto impassível. Ela não perguntou. Não ousou. O que se diz quando o desejo vira um fio invisível entre duas pessoas que sabem que não deveriam?
O barco parou.
— Aqui — ele disse, a voz rouca, quase estranha depois de tanto silêncio. — O canal é mais estreito. A correnteza parece calma, mas não é.
Clara olhou para a água. Escura, densa, misteriosa. Uma metáfora tão óbvia que quase a fez rir. Em vez disso, ela tirou a blusa. O ar úmido tocou sua pele, e ela sentiu os olhos dele nela, pesados como o calor. Não havia pressa. Nada de explícito. Apenas uma mulher tirando a roupa porque a viagem era longa e o suor grudava, e porque ela queria ver até onde ele aguentaria.
Ele não desviou.
Mergulhou primeiro. O corpo moreno cortou a água com um movimento fluido, e Clara demorou um segundo a mais, na borda da canoa, sentindo o coração bater onde a mão dele estivera. Depois, o choque. A água era mais fria que o ar, e seu corpo reagiu com um arrepio que não tinha nada de desconforto.
Ele estava perto. Próximo demais para ser acidental.
— Toma cuidado — disse, a voz mais suave agora. — A correnteza puxa aqui.
Ela flutuou de costas, os braços abertos, olhando o céu cinza-azulado que a floresta desenhava. Ele nadou ao redor, fazendo círculos, e o movimento da água contra a pele dela era quase uma carícia. Silêncio. O barco balançando vazio. A mata fechada como testemunha.
O toque veio de baixo da água. Os dedos dele encontraram o pé dela, deslizaram pela panturrilha, e Clara prendeu a respiração. Não era um toque acidental, e ela sabia. Ele sabia. A intenção pesava na água ao redor deles, densa como o rio que os sustentava.
— Você não fala muito — ela disse, finalmente.
Conto erótico: Fodendo no sertão paraibano— Nem sempre precisa.
Ele se aproximou. O corpo dele roçou o dela, e o contato foi elétrico, mesmo na água fria. Clara sentiu a respiração escapar, os lábios entreabertos, as mãos encontrando os ombros dele sem pensar. Eles flutuavam juntos, o rio levando e trazendo, e o beijo começou devagar, como quem prova algo que pode queimar.
Os lábios dele eram quentes. Uma contradição. A água fria, a boca quente, as mãos dele na cintura dela puxando-a para perto, e o mundo se resumiu ao equilíbrio precário entre afundar e flutuar. Clara sentiu o corpo dele, firme contra o dela, e o desejo foi uma onda que começou no estômago e se espalhou como tinta na água.
Ele a virou de costas para a correnteza, e o movimento da água contra ela foi um estímulo inesperado. Os olhos dele encontraram os dela, buscando permissão, e Clara apenas fechou os olhos e deixou que o rio e ele decidissem.
Quando tudo aconteceu, foi lento e rápido ao mesmo tempo. O som da água batendo, o gemido abafado, a sensação de entrega total. Ele segurou nela como se ela fosse o único ponto fixo no universo, e quando o clímax chegou, veio como a correnteza – inevitável, profundo, carregando tudo para algum lugar que ela não precisava entender.
O gozo se dissolveu na água escura.
— Não precisa de palavras — ele disse, e a voz era áspera, como se tivesse engolido o rio. Ele a puxou para perto, e por um momento, Clara não soube onde começava o corpo dele e onde terminava o dela.
A volta para o barco foi silenciosa. Nenhuma explicação, nenhum pedido. Apenas o gotejar da água dos cabelos, e o fato de que as mãos deles se tocaram enquanto subiam.
Clara se sentou na canoa, os braços cruzados sobre os joelhos, e olhou a linha do horizonte. Ela sabia que aquilo não era amor. Talvez nem fosse desejo puro. Era a floresta, a solidão, o peso da água. Mas enquanto o barco deslizava de volta para a aldeia, ela sentiu a mão dele no braço dela, leve, e não retirou.
No dia seguinte, ele acordaria e faria café como se nada tivesse acontecido.
Ela sabia.
Mas a marca dos dedos dele ainda ardia na pele.
Conto erótico enviado por Lucas F. Andrade
Conto erótico: Fodendo no sertão paraibano
Conto erótico: O vizinho e o desejo proibido entre dois corposConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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