
Conto erótico: O tambor da paixão

O ritmo começou lá fora, na roda de samba que incendiava o quintal. Mas dentro de mim, o tambor batia mais forte, mais rápido, mais fundo. Era a primeira vez que eu via aquele homem tocar, e cada pancada no couro do instrumento parecia encontrar um ponto exato no meu peito. Ele não era bonito no sentido comum. Era intenso. Os braços musculosos se moviam com uma precisão que beirava o sagrado, os dedos dançavam sobre a pele esticada, e o suor escorria pela testa enquanto os olhos fechados se entregavam à melodia.
Eu estava encostada no muro, o copo de cerveja esquecido na mão, a respiração presa. A festa em Belo Horizonte era só um pano de fundo para aquela cena que me hipnotizava. Cada virada do ritmo, cada acentuação no pandeiro, cada pausa que antecedia uma explosão sonora. Era como se ele estivesse falando comigo através da percussão, contando uma história que só os dois podíamos ouvir.
Quando ele abriu os olhos, me encontrou. Não houve surpresa, nem hesitação. Foi um reconhecimento silencioso, como se ele já soubesse que eu estava ali, esperando. O sorriso que ele me deu foi discreto, mas os olhos disseram tudo. Eu senti o calor subir pelo meu pescoço e precisei desviar o olhar para disfarçar.
A roda terminou e ele guardou o instrumento com uma lentidão que parecia de propósito. Cada movimento era calculado para me fazer esperar. Eu assisti de longe enquanto ele secava o suor com uma toalha, bebia água, conversava com os outros músicos. Quando finalmente veio na minha direção, o coração disparou de um jeito que eu não sentia há anos.
"Você gosta de samba?", ele perguntou, a voz rouca, o sotaque mineiro arrastado.
"Gosto do jeito que você toca", respondi, e a verdade escapou antes que eu pudesse conter.
Ele riu, um som baixo que ecoou no meu peito. "Quer ouvir mais? Só nós dois?"
A pergunta era um convite que ia além da música. Eu sabia, ele sabia, e o silêncio entre a gente era um acordo. Peguei a mão dele e deixei que ele me levasse para dentro da casa. O corredor escuro cheirava a madeira e vela, e os passos ecoavam no chão de tacos enquanto ele me guiava para um quarto nos fundos.
A porta se fechou e o mundo lá fora desapareceu. Só restaram os dois, a respiração ofegante e o tambor que ele colocou sobre a cama. Ele sentou na borda do colchão e puxou o instrumento para o colo. Os dedos começaram a tocar de novo, um ritmo mais lento, mais sensual. Era como se cada batida fosse uma carícia, cada pausa uma promessa.
Eu me aproximei devagar, os olhos fixos nas mãos dele. Quando ele parou de tocar e estendeu a mão para mim, não hesitei. Sentei no colo dele, as pernas de cada lado do corpo quente, o tambor ainda entre nós. A mão livre dele encontrou minha cintura, puxou meu corpo contra o dele. Eu senti a ereção dele contra minha coxa e a minha própria umidade começou a molhar a calcinha.
Ele tocou o tambor com uma das mãos, o som grave vibrou no ar, e a outra mão subiu pelas minhas costas. Cada batida correspondia a um movimento da mão dele sobre a minha pele. A camisa subiu devagar, os dedos traçaram minha coluna, e o tambor continuava a pulsar entre a gente.
"Você sente?", ele sussurrou, a boca perto do meu ouvido. "Cada batida é uma parte de você."
Conto erótico: O tambor da paixãoEu inclinei a cabeça para trás e senti os lábios dele no meu pescoço. A boca quente, a língua molhada, os dentes arranhando a pele. A mão que tocava o tambor parou, e ele colocou o instrumento de lado, deixando espaço para o corpo inteiro. Agora estávamos frente a frente, a camisa dele aberta, o peito suado colado no meu.
Desabotoei o resto da camisa com dedos trêmulos. Cada botão revelava mais pele, mais pelos escuros, mais daquele corpo que eu queria explorar inteiro. Minha boca encontrou o peito dele, a língua provou o sal do suor, os dentes morderam o mamilo até ouvir o gemido que ele tentava abafar.
Ele me deitou na cama e ficou sobre mim, os olhos percorrendo cada centímetro do meu corpo. A saia subiu, a calcinha desceu, e os dedos dele encontraram meu clitóris com uma precisão que me fez arquear as costas. O movimento era circular, lento, acompanhado por um ritmo que ele criava com os dedos. Era o tambor de novo, mas agora tocado no meu corpo.
"Assim", eu gemia, as mãos agarrando os ombros dele. "Continua assim."
Ele desceu e a boca substituiu os dedos. A língua quente, a sucção exata, o ritmo que mudava conforme eu gemia mais alto. Cada movimento era uma nota, cada toque um acorde. Eu sentia a tensão crescendo, o prazer se acumulando, o corpo todo respondendo àquela percussão íntima.
Quando ele entrou em mim, foi como uma batida final. O corpo dele preenchendo cada espaço, a respiração ofegante, os olhos fixos nos meus. Cada estocada tinha um ritmo, uma cadência, um propósito. Eu me movia com ele, os quadris encontrando os dele, as pernas apertando a cintura.
Ele segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou fundo enquanto o ritmo acelerava. Senti o orgasmo se aproximar como uma onda, crescendo, tomando conta, explodindo quando ele mordeu meu lábio inferior. Eu gritei o nome dele, e ele veio junto, o corpo todo tremendo, os gemidos misturados aos meus.
Ficamos deitados, a respiração descompassada, os corpos suados. O tambor ainda estava ali, ao lado da cama, testemunha silenciosa do que tinha acontecido. Ele estendeu a mão e tocou o instrumento uma vez, um som suave que ecoou no quarto.
"Nunca toquei tão bem", ele disse, e os olhos brilhavam.
Eu ri, o corpo ainda mole de prazer. "Nunca fui tocada tão bem."
Ele me puxou para perto, o braço envolveu minha cintura, e a mão livre começou a tocar um ritmo lento no tambor. Uma melodia que falava de encontro, de descoberta, de paixão.
Conto erótico enviado por Fernanda Lopes
Conto erótico: O tambor da paixão
Conto erótico: Fantasias gay que surgem no silêncio da noiteConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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