
Conto erótico: Gays maduros e sem filtro

A biblioteca municipal estava quase vazia naquela tarde de terça-feira, com apenas o som sutil de páginas virando e o zumbido distante do ar condicionado. Ricardo, de cinquenta e três anos, organizava meticulosamente os livros recém-chegados na seção de história. Seus óculos escorregaram pelo nariz enquanto ele se inclinava para alcançar uma prateleira mais alta, expondo a base de sua nuca.
"Precisa de ajuda?" uma voz grave soou atrás dele.
Ricardo se virou abruptamente, encontrando-se com um homem de aproximadamente sua idade, cabelos prateados nas têmporas e olhos castanhos intensos. O estranho sorriu levemente, segurando uma pilha de livros.
"Obrigado, mas estou bem," respondeu Ricardo, ajustando os óculos.
"Você tem certeza? Parecia estar se esticando bastante," insistiu o homem, aproximando-se mais. "Sou Miguel, por sinal. Comecei a frequentar esta biblioteca recentemente."
"Ricardo. E sim, tenho certeza. Faço isso há anos," disse ele, mas notou como Miguel não se afastou, mantendo uma proximidade desconfortável e intrigante.
Os dias seguintes seguiram padrão semelhante. Miguel sempre aparecia quando Ricardo estava trabalhando, iniciando conversas casuais que pareciam durar mais que o normal. Ricardo começou a antecipar essas visitas, sentindo um calor incomum quando via Miguel se aproximando da seção de história.
Na quinta-feira, enquanto Ricardo alcançava um livro na prateleira inferior, seus dedos tocaram os de Miguel, que simultaneamente pegava um volume adjacente. O contato elétrico fez ambos recuarem levemente.
"Desculpe," murmurou Miguel, mas seus olhos mantiveram-se fixos nos de Ricardo por um instante demais.
"Sem problemas," respondeu Ricardo, sentindo o coração bater mais rápido. Ele percebeu que Miguel estava observando suas mãos, que agora tremiam ligeiramente.
Na semana seguinte, a chuva castigava a cidade quando Miguel encontrou Ricardo no corredor dos arquivos especiais.
"Tempo horrível, não?" comentou Miguel, aproximando-se para evitar o corredor molhado.
"Sim, mas é bom para a biblioteca. Menos pessoas," respondeu Ricardo, consciente de como a chuva os forçava a uma proximidade maior. Ele podia sentir o calor emanando de Miguel, notar o cheiro sutil de seu perfume.
"Você sempre trabalha até tão tarde?" perguntou Miguel, sua voz mais baixa que o normal.
Conto erótico: Os pezinhos que me enfeitiçaram"Às vezes. Gosto do silêncio," disse Ricardo, percebendo que seus olhos haviam encontrado os de Miguel e não conseguiam se desvencilhar. A tensão entre eles era palpável, preenchendo o espaço estreito.
Miguel levantou lentamente a mão, como para afastar um fio de cabelo da testa de Ricardo, mas seus dedos hesitaram a centímetros de seu rosto. "Você tem... algo aqui," sussurrou ele, antes de recuar abruptamente. "Bem, eu deveria ir."
Ricardo ficou sozinho no corredor, respiração ofegante, perguntando-se o que quase aconteceu.
Na terça-feira seguinte, Ricardo decidiu confrontar a situação. Quando Miguel apareceu, ele o levou até o pequeno escritório nos fundos da biblioteca.
"Podemos conversar um minuto?" perguntou Ricardo, fechando a porta parcialmente.
"Claro," respondeu Miguel, seu olhar curioso.
"Eu preciso entender o que está acontecendo entre nós," disse Ricardo diretamente. "Esses... momentos. Olhares. Toques."
Miguel sorriu tristemente. "Eu não queria ser tão óbvio."
"Óbvio como?" questionou Ricardo, embora soubesse a resposta.
"Como meu interesse em você," confessou Miguel, dando um passo à frente. "Há muito tempo que não sinto essa conexão com alguém. E parece que você sente o mesmo."
Ricardo não negou, apenas observou enquanto Miguel se aproximava mais. A distância entre eles diminuía até que ele pudesse sentir o calor do corpo de Miguel.
"Eu não sei..." começou Ricardo, mas suas palavras foram interrompidas quando Miguel suavemente tocou seu rosto.
"Não precisa saber agora," sussurrou Miguel, seu polegar traçando a linha da mandíbula de Ricardo. "Só precisa sentir."
Ricardo fechou os olhos, permitindo que o desejo latente tomasse conta. Quando abriu, Miguel estava ainda mais perto, seus lábios quase se encontrando. A biblioteca parecia desaparecer, existindo apenas o espaço entre eles, preenchido por anos de desejo reprimido e a promessa do que poderia acontecer a seguir.
Conto erótico: Os pezinhos que me enfeitiçaram
Conto erótico: A praça do prazerConto erótico enviado por Alexandre Silva
Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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