Conto erótico: Fodendo no monte Roraima e o orgasmo que tocou as nuvens

Conto erótico: Fodendo no monte Roraima e o orgasmo que tocou as nuvens

A trilha até o topo do Monte Roraima era exigente, mas recompensadora. Eu e Sofia fazíamos parte de um pequeno grupo de aventureiros. Depois de dias subindo, o acampamento foi montado em uma área plana cercada por rochas antigas e névoa constante. O ar rarefeito e o vento frio contrastavam com o esforço do dia.

Sofia sentou-se perto da minha barraca para descansar. O cabelo preso, o rosto corado pelo sol e pelo vento. Ela era forte, determinada, sempre na frente guiando o passo.

— Que vista, né? Parece que estamos acima de tudo, disse ela, olhando o mar de nuvens lá embaixo.

Eu me aproximei para dividir um pouco de água. Nossos ombros se tocaram enquanto ela pegava a garrafa. Toque acidental. Nenhum recuo imediato. O frio do lugar deixava o calor dos corpos mais perceptível.

Conversamos sobre a subida. Sobre como o monte mudava as pessoas. Frases leves no início. Depois, o tom mudou sutilmente.

— Aqui em cima o controle é ilusão, comentou ela, com um sorriso discreto. O terreno decide quando você se rende.

Duplo sentido pairou no ar rarefeito. Eu sustentei o olhar dela. Seus olhos escuros refletiam a luz fraca do fim de tarde. A troca durou mais que o normal. Um calor lento começou a se espalhar pelo meu peito.

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Sofia se moveu para ajustar a mochila ao lado. Sua perna roçou a minha. Proximidade crescente. O vento trouxe o cheiro dela: suor, terra úmida e algo selvagem que combinava com o lugar. Desejo que surgia devagar, quase imperceptível no começo, como a névoa que envolvia as rochas.

— Você guia bem o grupo, falei baixo. Mas e quando quer que alguém guie você?

Ela não respondeu de imediato. Apenas olhou mais fundo. A tensão se construía camada por camada. Eu estendi a mão para tirar uma folha do cabelo dela. Dedos roçaram sua nuca. Toque que ficou. Sofia respirou mais fundo, mas não se afastou.

O controle mudou ali. Ela, sempre à frente na trilha, agora parecia esperar. Nossos corpos se aproximaram mais na pedra fria. Coxas encostadas. Olhares presos. O desejo intensificava devagar, alimentado pelo isolamento e pela altura.

A noite chegou com estrelas cortadas pela névoa. O acampamento silenciou. Nossas bocas se encontraram com fome contida que explodiu. Beijos intensos, mãos explorando pele aquecida apesar do frio. Corpos pressionados contra a rocha e o saco de dormir.

Sofia me puxou para si, depois cedeu espaço. Eu assumi, invertendo a posição, dominando o ritmo. Pele contra pele. Movimentos urgentes, ritmados pelo vento que uivava ao redor. O orgasmo veio forte, como se tocasse as nuvens lá embaixo. Corpos tremendo juntos, respirações entrecortadas, prazer que parecia ecoar pelo tepui inteiro.

No auge da tensão, nada mais existia além daquele momento suspenso entre céu e terra.

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Conto erótico enviado por Lucas Almeida

Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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