Conto erótico: Encontro na praia do cocal um jogo de desejos e confissões

Conto erótico: Encontro na praia do cocal um jogo de desejos e confissões

A areia ainda guardava o calor do sol quando cheguei à Praia do Cocal, no final da tarde. Não era para ser nada além de um passeio sozinho, um jeito de escapar da rotina. Mas o mar, sempre traição, tinha outros planos.

Ela estava sentada em uma toalha xadrez, um pouco afastada dos outros, com um livro nas mãos e um sorvete derretendo devagar na mão. Não era o tipo de mulher que chamaria atenção num primeiro olhar, mas tinha algo no jeito como ela passava os dedos pelo cabelo, como se estivesse testando a brisa. Fiquei olhando demorado, até perceber que ela também me observava. Não com curiosidade, mas com uma espécie de desafio.

Aproximei-me sem pensar muito, como se fosse algo natural. "O sorvete vai virar calda", falei, apontando para o copo. Ela sorriu, um sorriso que não era de quem está acanhado, mas de quem sabe que o jogo já começou. "Tá bom, então me ajuda a comer", respondeu, estendendo o copo na minha direção.

Não sei como, mas acabamos sentados lado a lado, dividindo o sorvete e histórias que não faziam sentido. Ela se chamava Marina, tinha 28 anos e uma risada que fazia meu estômago dar um nó. Eu, que nunca fui bom em flertes, me surpreendi com a facilidade com que as palavras saíam. A cada minuto, o ar ficava mais pesado, não por causa do calor, mas por causa daquilo que não estávamos dizendo.

Em um momento, ela encostou a perna na minha, como se fosse sem querer. Mas não era. Eu sabia que não era. E, em vez de me afastar, como talvez devesse, fiquei ali, sentindo o contato, a pele quente, a areia grudadinha. "A gente tá brincando com fogo, não tá?", ela murmurou, olhando para o mar. Não respondi. Não precisava.

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O sol já tinha descido quando ela me puxou para trás de uma dunas, longe dos olhares. Não foi um beijo roubado, foi um acordo. Um "sim" que não precisou ser falado. As mãos dela eram firmes, mas tremiam um pouco, e eu me peguei pensando se ela também estava sentindo aquele misto de excitação e medo de ser pego. O barulho das ondas abafava os gemidos, e por um instante, me perguntei se alguém passaria por ali e nos veria. A ideia, em vez de me assustar, só fez tudo ficar mais intenso.

Depois, deitados na areia, ela traçou círculos no meu peito com o dedo. "A gente não se conhece", eu falei, mais para mim do que para ela. Marina só riu. "Às vezes é melhor assim". E eu não soube se era uma resposta ou uma confissão.

Ficamos ali até o céu ficar roxo, sem pressa, sem promessas. Quando me levantei para ir embora, ela não pediu meu número. Não combinamos nada. Só trocamos um último olhar, como se a gente soubesse que aquilo era só nosso, só daquele momento.

Até hoje, quando passo pela praia, fico olhando para as dunas, me perguntando se foi real ou se eu inventei tudo. Mas a areia que ainda acho nos bolsos dos shorts me diz que não.

Conto erótico enviado por Daniel

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Conteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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