
Conto erótico: Ele disse que era o capetinha do futebol, mas era bola fora na cama

A bola rolava devagar sobre o assoalho de madeira, como se o tempo também tivesse desistido de correr. Ele a empurrou com o pé, distraidamente, enquanto os olhos fixavam o teto, como se a resposta para tudo estivesse escrita ali, entre as rachaduras do reboco. Capetinha do futebol, diziam.
O apelido colava nele como uma segunda pele, um troféu que não pedira, mas que também não recusara. Afinal, no campo, ele era imbatível: dribles precisos, passes milimétricos, gols que pareciam pintados. Mas ali, entre quatro paredes, a confiança desmoronava como um castelo de cartas.
— Você está pensando demais — a voz dela quebrou o silêncio, suave, mas com um tom que não permitia réplica.
Ele não respondeu. Não precisava. Os dedos dela, longos e frios, deslizaram pelo seu braço, uma carícia que não era carícia, um toque que não pedia permissão. Era como se ela soubesse, sem precisar de palavras, que ele estava preso em sua própria cabeça, um labirinto de expectativas e medos. Bola fora, ecoava na mente dele, um fantasma que não o deixava em paz.
— O que foi? — ela perguntou, mas não era uma pergunta. Era um desafio.
O ar entre eles ficara denso, como antes de uma tempestade. Ele sentiu o cheiro dela, uma mistura de perfume cítrico e algo mais, algo que não tinha nome, mas que o fazia querer fechar os olhos e se perder. Mas não o fez. Em vez disso, virou o rosto, como se pudesse fugir daquilo que não ousava encarar.
— Nada — mentiu.
Ela riu, um som baixo, quase um rosnado. Não era um riso de alegria, mas de quem já conhecia o jogo e sabia que ele estava prestes a perder. Sem aviso, os dedos dela subiram pelo seu pescoço, parando na nuca, onde a pele era mais sensível. Um arrepio o percorreu, involuntário, traidor. Ele não quis, mas o corpo reagiu. Sempre reagia, mesmo quando a mente gritava para recuar.
— Você acha que eu não percebo? — a voz dela agora era um sussurro, tão próximo que ele sentiu o bafo quente contra a orelha. — Você acha que eu não sei o que você quer?
Ele engoliu em seco. Sabia. Ela sempre soube. Era como se ela lesse seus pensamentos, suas inseguranças, seus desejos mais ocultos. E isso o apavorava. Porque, no fundo, ele não sabia se queria ser desvendado.
— Eu não... — a frase morreu na garganta.
Conto erótico: O desafio do prazerNão adiantava negar. Os olhos dela, escuros e profundos como poços sem fundo, o fixavam com uma intensidade que o fazia sentir nu, não no sentido físico, mas no sentido mais cruel: o de ter a alma exposta. Ele tentava desviar o olhar, mas era como tentar escapar de um ímã. Impossível.
— Deixa eu te mostrar — ela disse, e não era um pedido.
As mãos dela desceram, devagar, como se tivessem todo o tempo do mundo. Cada centímetro percorrido era uma tortura doce, uma promessa que ele não ousava acreditar. Quando os dedos dela roçaram a barriga dele, ele prendeu a respiração. Não era um toque acidental. Nada ali era acidental. Era um jogo, e ela estava no controle.
Ele sentiu o coração bater mais forte, não de excitação, mas de algo mais complexo: vergonha, desejo, raiva de si mesmo. Por que não conseguia ser o mesmo homem de sempre? No campo, ele era o rei. Ali, era apenas um menino assustado.
— Você não precisa ser perfeito — ela murmurou, como se lesse seus pensamentos. — Só precisa ser você.
As palavras o atingiram como um soco. Só precisa ser você. Como se fosse tão simples. Como se ele soubesse quem era, quando não estava com uma bola nos pés.
E então, sem aviso, ela o empurrou. Não com força, mas com uma firmeza que não permitia resistência. Ele caiu de costas no sofá, os olhos arregalados, o corpo tenso. Ela se ajoelhou sobre ele, os joelhos pressionando seus quadris, os cabelos caindo como uma cortina entre eles e o mundo. O cheiro dela o envolveu, e, pela primeira vez, ele não tentou fugir.
— Agora — ela disse, e o tom era inegociável — é a minha vez de jogar.
Ele não teve tempo de responder. Os lábios dela encontraram os seus, não com doçura, mas com uma fome que o fez esquecer, por um instante, de todas as inseguranças. Era como se ela estivesse roubando algo dele, não o beijo, mas a dúvida, a hesitação, o medo. E ele deixou.
Porque, pela primeira vez, não era ele quem controlava o jogo. E, estranhamente, era a coisa mais libertadora que já tinha sentido.
Conto erótico enviado por Marina Vilela
Conto erótico: O desafio do prazer
Conto erótico: Verão EscaldanteConteúdo proibido para menores de 18 anos. Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
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