Conto erótico: Confissões secretas de histórias gays

Conto erótico: Confissões secretas de histórias gays

A luz da lua filtrava pelas persianas entreabertas, desenhando listras prateadas sobre a pele de Lucas. Ele estava sentado na beirada da cama, os dedos brincando com a borda do lençol, enquanto o ar condicionado soprava suave, quase um sussurro contra a umidade da noite.

O apartamento cheirava a café recém-feito e a algo mais intenso, algo que só existia quando ele e Daniel estavam sozinhos.

— Você acha que alguém desconfia? — Daniel perguntou, encostado no batente da porta, a camisa aberta revelando o peito definido, a tatuagem no ombro esquerdo quase brilhando sob a luz fraca.

Lucas sorriu, lento, como se saboreasse a pergunta.

— Se desconfiassem, já teriam batido na porta há muito tempo.

Era verdade. Eles se conheciam havia meses no mesmo círculo de amigos, mas ninguém imaginava o que acontecia quando as portas se fechavam. Ninguém via como os olhares se prolongavam além do permitido, como os toques casuais — um braço roçando no outro, um dedo demorando-se na mão ao passar um copo — eram na verdade promessas silenciosas.

Daniel se aproximou, o cheiro do perfume dele, algo cítrico e amadeirado, misturando-se ao suor que começava a surgir na nuca de Lucas. A distância entre eles era de centímetros, mas parecia um abismo que só a respiração ofegante poderia preencher.

— Hoje não dá pra esperar — Daniel murmurou, os lábios quase tocando a orelha de Lucas.

O toque foi elétrico. Um dedo traçou a linha da mandíbula de Lucas, descendo pelo pescoço, parando na clavícula. A pele ardeu onde quer que Daniel passasse. Lucas inclinou a cabeça para trás, expondo mais do corpo, um convite que não precisava de palavras.

— Então não espere — respondeu, a voz rouca, quase um desafio.

Daniel não hesitou. As mãos dele, fortes e seguras, puxaram Lucas contra o próprio corpo. O beijo veio com urgência, línguas se encontrando em um ritmo que não era suave, mas sim uma batalha por controle.

Lucas gemeu baixo, as unhas cravando nos ombros de Daniel, enquanto as bocas se moviam em sincronia, famintas.

As roupas caíram no chão sem cerimônia. Cada peça que se desprendia era um suspiro, um alívio. A camisa de Daniel, o short de Lucas, as meias que escorregaram dos pés. Ficaram nus, expostos não só um ao outro, mas à verdade que carregavam há tanto tempo.

— Você é tão mais lindo do que eu imaginava — Daniel confessou, os olhos percorrendo cada centímetro de Lucas, como se quisesse memorizar aquele momento.

Lucas riu, um som curto e sem fôlego.

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— E você é um mentiroso. Já me viu nu antes.

— Mas nunca assim.

Nunca com a luz da lua pintando-os de prata. Nunca com o som das próprias respirações ecoando no silêncio do apartamento. Nunca com a certeza de que, naquela noite, não havia mais segredos.

Daniel o empurrou suavemente contra a cama, o colchão cedendo sob o peso deles. Os corpos se encaixaram como se tivessem sido feitos para aquilo, pele contra pele, calor contra calor. As mãos de Lucas exploraram as costas de Daniel, sentindo cada músculo, cada cicatriz, cada detalhe que o fazia único.

— Eu quero você — Lucas sussurrou, as palavras saindo como uma ordem, uma prece.

Daniel não respondeu com palavras. Em vez disso, os lábios dele traçaram um caminho pela barriga de Lucas, descendo, descendo, até que a respiração de Lucas se tornou um ritmo irregular, quase desesperado.

— Por favor — ele implorou, os dedos enredados nos cabelos de Daniel.

E então, não houve mais espaço para palavras.

O que veio depois foi uma dança de corpos, de gemidos abafados, de pele úmida e respirações entrecortadas. Cada movimento era uma confissão, cada toque uma promessa. Eles se perderam um no outro, esquecendo do mundo lá fora, das expectativas, dos olhares curiosos. Ali, naquela cama, só existiam eles.

Quando finalmente se separaram, exaustos e satisfeitos, Lucas rolou para o lado, o peito subindo e descendo em um ritmo lento. Daniel se aninhou ao seu lado, um braço possessivo envolvendo a cintura dele.

— A gente deveria fazer isso mais vezes — Daniel disse, a voz ainda rouca.

Lucas sorriu, os olhos fechados, o corpo ainda vibrando com as memórias daquela noite.

— A gente deveria.

E, pela primeira vez, não havia medo naqueles pensamentos. Só desejo. Só eles.

Conto erótico enviado por Rafael, 29 anos, designer gráfico.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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