
Conto erótico: O quarto branco do prazer

A porta se fechou com um clique sutil, selando o ruído do mundo lá fora. Entramos no santuário. Tudo era branco imaculado. As paredes, o teto alto, a alcatifa fofa que afundava sob nossos pés descalços. O único contraste vínhamos nós.
Lucas, com seus olhos escuros e a pele morena, e eu, vestida apenas com um roupão de seda leve. O ar aqui era controlado, frio, mas meu sangue fervia. A arquitetura minimalista do lugar servia para um único propósito. Focar nos sentidos. Remover distrações.
Ele parou no centro do quarto. Eu andei até ele, sentindo a textura macia da alcatifa nos dedos dos pés. As cortinas brancas filtravam a luz do sol, criando uma atmosfera etérea, quase sonâmbula. Parecia que estávamos flutuando em um sonho, mas o desejo era muito concreto.
Coloquei minhas mãos no peito dele, sentindo o batimento cardíaco acelerado através da camisa branca que ele usava. A brancura amplificava a cor de nossa pele, a intensidade do nosso olhar.
Desabotoei a camisa dele devagar. Cada botão libertava um pedaço de pele morena. Eu beijava o peito dele, sentindo o gosto salgado da pele e o cheiro do perfume amadeirado. Ele suspirou, a cabeça inclinada para trás. Eu sei que ele adorava ser servido.
Tirei a camisa e joguei no chão. Apenas uma mancha escura no mar branco. Passei as mãos pelas costas dele, sentindo os músculos se contraírem sob meu toque. A arquitetura do corpo dele era perfeita, forte e quente.
Ele segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou. Foi um beijo possessivo, cheio de língua e dentes. Minha respiração falhou. Eu me derreti em seus braços. Sua mão desceu pela minha cintura, abrindo o nó do meu roupão. O tecido escorregou pelo meu corpo e caiu no chão.
Fiquei nua, exposta naquele quarto branco. A luz tocava minha pele, iluminando cada curva. Ele me olhou com fome, os olhos escaneando meu corpo de cima a baixo.
Você é perfeita, disse ele, com a voz rouca.
Lucas me levou até a cama grande, baixa, coberta com lençóis de algodão egípcio branco. Eu me deitei. A brancura era esmagadora, mas exciting. Ele se deitou sobre mim, o peso do corpo dele me prendendo. Sua pele morena contra a minha clara criava um contraste visual que me excitava violentamente.
Conto erótico: A ordem que eu não consegui cumprirEle beijou meu pescoço, descendo lentamente. A língua quente deixou um rastro de gelo pelo meu corpo.
Ele chegou nos meus seios. Sugou o mamilo com força, mordiscando a pele sensível. Um gemido escapou da minha garganta. Minhas mãos enroscaram nos cabelos dele. Ele alternava entre um seio e outro, dedicando uma atenção igual a cada um. Eu senti a vagina pulsar, molhando a alcatifa embaixo de mim. O antecipação era tortuosa.
Ele desceu mais. A língua deslizou pelo meu abdômen, roçando o umbigo. Eu tremia toda. Ele se posicionou entre minhas pernas. O primeiro contato da língua no meu clitóris me fez arquear as costas. Ele era bom. Sabia exatamente onde tocar.
A língua dele desenhava círculos, pressionando a glande sensível. Eu gemi alto, o som ecoando no quarto vazio. A brancura parecia amplificar tudo. O prazer era mais nítido.
Ele introduziu um dedo dentro de mim, enquanto a língua continuava o trabalho. Foi a gota d'água. O orgasma explodiu, fazendo meu corpo tremer inteiro. Vi flashes brancos, minha visão turvou. Ele não parou. Continuou sugando até que eu empurrasse a cabeça dele, sensibilizada demais.
Subiu, beijando minha coxa, meu estômago, minha boca. Eu podia me sentir no gosto dele. Ele se posicionou entre minhas pernas. O pênis duro roçou minha entrada molhada. Ele entrou devagar. Eu senti cada centímetro se alargando para acomodá lo.
Era cheio, pesado. Começou a se mover. O ritmo foi crescente. O bater dos corpos foi o único som.
Eu o envolvi com as pernas, as unhas cravadas nas costas dele. O prazer montava de novo. O contraste visual dele se movendo dentro de mim no cenário branco era cinematográfico. Ele aumentou o ritmo. Eu o encorajei, sussurrando obscenidades no ouvido dele. O suor escorria pela testa dele, caindo no meu rosto. Salgado.
Vamos juntos, disse ele, ofegante.
Ele atingiu o ponto certo. Eu vim de novo, com um grito abafado no ombro dele. Ele seguiu logo atrás, gemendo meu nome, ejaculando dentro de mim. Ficamos ali imóveis por minutos. O quarto branco parecia ainda mais branco, saturado de luz. Nosso cheiro de sexo misturava com o ar limpo.
Conto erótico: A ordem que eu não consegui cumprir
Conto erótico: A tentação de Juliette, a gostosa do bairroConto erótico enviado por Thiago e Mariana
Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
Conto erótico: O quarto branco do prazer
Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
Go up







Deixe um comentário