Conto erótico: O artefato do desejo

Conto erótico: O artefato do desejo

O quarto estava imerso em uma penumbra azulada, cortada apenas pela luz da vela que dançava sobre a mesinha de cabeceira. O cheiro de cedro e almíscar impregnava o ar, pesado e convidativo. Eu estava deitada, observando a silhueta dele contra a parede.

A tensão era palpável, uma eletricidade estática que fazia meus pelos se eriçarem. Ele não precisava dizer nada. O olhar dele, escuro e perfurante, traçava o contorno do meu corpo, coberto apenas por um lençol de seda leve.

Ele se aproximou. O som de seus passos amortecidos pelo carpete aumentava minha expectativa. Quando suas mãos tocaram meus tornozelos, o ar prendeu em meus pulmões. O contato foi quente, firme. Ele deslizou as mãos para cima, devagar, com uma pressão calculada que despertava cada nervo adormecido.

Não era apenas carícia; era uma declaração de posse. O lençor escorregou, deixando-me exposta, vulnerável, mas poderosa na minha entrega.

— Está pronta? — A voz dele foi um sussurro rouco, vibrando contra meu peito.

— Sempre — respondi, minha voz falhando.

Ele não teve pressa. Havia uma maestria na lentidão dele. Seus lábios encontraram a curva interna da minha coxa, beijando, mordiscando levemente a pele macia. O contraste entre o calor da boca e o frescor do ar noturno criava um choque térmico delicioso.

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Minhas mãos entrelaçaram-se nos cabelos dele, guias inconscientes em direção ao centro do meu desejo. Eu senti a respiração dele, quente e irregular, minutos antes do contato final.

Quando a língua dele finalmente tocou minha pele, foi como um choque elétrico. Um gemido escapou dos meus lábios, irrestrito. Ele começou com traços longos e lentos, explorando, degustando. Não era apenas um ato físico; era uma devoração ritualística.

A arquitetura do prazer estava sendo construída camada por camada. Ele usou o dorso da língua, depois a ponta, alternando pressão e velocidade, mantendo-me em um estado de antecipação constante, nunca permitindo que eu me acostumasse a um único estímulo.

Meus quadris se elevaram, buscando mais, implorando por uma fricção que ele negava com uma disciplina cruel. O som da saliva misturada aos meus gemidos preenchia o quarto. O clímax aproximava-se como uma tempestade distante, crescendo em volume e intensidade. Ele leu meu corpo como um mapa antigo, sabendo exatamente onde parar, onde apertar, onde sugular.

Quando finalmente focou no ponto exato, sugando com força rítmica, o mundo desabou. Minha visão embaçou, as pernas tremeram e uma onda de calor explosiva varreu meu ser, deixando-me flutuando em um vazio branco de prazer absoluto.

Enquanto eu tentava recuperar o fôlego, ele subiu, beijando meu estômago, meus seios, até encontrar meus lábios. O gosto de mim mesmo em sua boca era o aphrodisiac final. A intimidade compartilhada naquele momento transcendia o físico, tocando algo primal e profundo.

Deitei a cabeça no ombro dele, sentindo o batimento cardíaco acelerado sincronizar com o meu. O silêncio que se seguiu não era vazio; era preenchido pela satisfação profunda e pelo conhecimento de que havíamos, juntos, atingido o pico da arte humana do prazer.

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Conto erótico enviado por: Juliana e Thiago

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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