
Conto erótico: O toque que incendeia a noite

A música pulsava baixa, quase abafada pelo barulho das vozes e risadas no Black Velvet, um daqueles lugares onde a luz é sempre dourada e o ar cheira a segredos.
Eu estava encostada no balcão, observando o movimento dos corpos na pista, quando ela entrou. Não foi o vestido vermelho justo que me chamou a atenção primeiro — embora ele realçasse cada curva de um jeito quase obsceno.
Foi a maneira como seus olhos, verdes e intensos, varreram o ambiente até pararem em mim. Um sorriso lento se formou em seus lábios, como se já soubesse que eu não conseguiria resistir.
— Posso te oferecer um drink? Sua voz era suave, mas com um tom rouco que vibrou direto na minha pele. Não era uma pergunta. Era um convite. Um desafio.
— Depende do que você está disposta a trocar por ele, respondi, sem tirar os olhos dos dela. O cheiro de seu perfume — algo floral, mas com um toque picante de âmbar — me envolveu, fazendo com que meu corpo reagisse antes mesmo que minha mente desse permissão.
Ela se aproximou, o corpo quase encostando no meu, e sinalizou para o barman. — Dois negronis. E não se preocupe com a conta.
Seus dedos roçaram os meus enquanto ela me entregava o copo, e foi como se uma faísca percorresse meu braço. Não havia como ignorar a tensão entre nós, tão espessa que dava para cortar com uma faca.
— Você vem aqui sempre? Ela perguntou, mas seus olhos já diziam que não estava interessada em respostas óbvias.
— Só quando quero ser surpreendida. Minha voz saiu mais baixa do que o normal, carregada de intenção.
Ela não precisou de mais nada. Com um movimento fluido, pegou minha mão e me guiou para um canto mais escuro do bar, onde a música abafava qualquer som que pudéssemos fazer. Sua boca encontrou a minha antes que eu pudesse respirar, e o beijo não foi doce. Foi urgente. Faminto. Suas mãos deslizaram pela minha cintura, puxando meu corpo contra o dela, e eu senti o quão quente ela estava, o quão pronta.
— Meu nome é Isabela, ela sussurrou entre beijos, os lábios traçando um caminho até meu pescoço. — E eu não costumo ter paciência.
Eu ri, um som baixo, quase um gemido. — Que sorte a minha, então.
Conto erótico: A dança que desata os desejosNão houve mais palavras. Suas mãos exploraram meu corpo com uma confiança que só quem sabe exatamente o que quer tem. Quando seus dedos encontraram o zíper do meu vestido, puxando-o para baixo com uma lentidão torturante, senti o ar frio da noite contra minha pele quente. Ela não parou ali. Deslizou o tecido pelos meus ombros, deixando-o cair no chão, e recuou só o suficiente para me admirar.
— Você é ainda mais linda do que eu imaginei, ela murmurou, os olhos percorrendo cada centímetro do meu corpo, como se estivesse memorizando.
Quando seus lábios encontraram meus seios, foi como se uma corrente elétrica me percorresse. Cada lambida, cada sucção, era calculada para me deixar louca. Minhas mãos se perderam em seus cabelos, puxando-a para mais perto, enquanto ela explorava meu corpo como se fosse um território que ela já conhecia — mas queria conquistar de novo.
— Isabela, eu arfei, quando seus dedos deslizaram entre minhas pernas, encontrando o centro do meu prazer já úmido, pronto. — Por favor.
Ela sorriu contra minha pele. — Por favor, o quê? Para eu parar? Ou para eu te fazer gozar até você não conseguir mais pensar?
Não consegui responder. Minhas palavras se perderam em um gemido quando seus dedos começaram a se mover, em círculos lentos, torturantes, enquanto sua boca continuava a me devorar. Cada movimento era uma promessa, cada toque uma ameaça deliciosa de que eu ia perder o controle a qualquer segundo.
E eu perdi.
Quando o orgasmo me atingiu, foi como uma explosão, deixando meu corpo trêmulo, a respiração ofegante. Isabela não parou. Só me segurou com mais força, como se quisesse me lembrar de que aquilo era só o começo.
Depois, quando finalmente nos separamos, ela traçou um caminho com os dedos pela minha pele suada.
— Acho que você vai ter que me dar seu número, ela disse, mais como uma ordem do que um pedido.
E eu soube, sem sombra de dúvida, que não havia chance de eu recusar.
Conto erótico enviado por Juliana.
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Conto erótico: O jogo da sedução no palco vermelhoEspero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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