Conto erótico: O encontro no espelho vermelho

Conto erótico: O encontro no espelho vermelho

A luz vermelha do quarto me envolveu como um véu sedutor quando entrei naquele cabaré secreto. O ar estava denso com perfume de jasmim e expectativa.

A moldura vermelha brilhava sob as luzes tênues, prometendo mistérios que minha alma ansiava desvendar.

Foi então que o vi. Ele já estava lá, refletido no espelho, mas não na sala. Seus olhos escuros me encontraram através do vidro, intensos e famintos. Como era possível? Meu coração acelerou enquanto minha mente tentava processar o impossível. Ele sorriu, e seus lábios finos traçaram uma promessa de prazeres proibidos.

"Você finalmente chegou", sussurrou, sua voz ressoando diretamente em minha mente, não através do ar. "Esperei por tanto tempo."

Minhas pernas quase falharam. Aquele ser, aquele homem de traços marcantes e presença magnética, parecia existir apenas no reflexo. E ainda assim, eu sentia seu poder me envolvendo, despertando partes de mim que há muito estavam adormecidas.

"Quem é você?", perguntei, minha voz tremendo de excitação e medo.

Ele riu, um som profundo que fez minhas coelas tremerem. "Sou o que você procura quando acorda às três da manhã, suando e vazia. Sou o desejo que você nunca admitiu ter."

Suas palavras eram veneno e remédio ao mesmo tempo. Meus dedos trêmulos tocaram a superfície fria do espelho. O contato enviou ondas de eletricidade por meu corpo. Através do vidro, senti o calor de sua mão cobrindo a minha do outro lado.

"Você pode me sentir?", ele sussurrou, e eu pude sentir seu hálito quente contra meu pescoço, mesmo estando a metros de distância física.

Minha resposta foi um gemido baixo que escapou de meus lábios. A sala começou a girar suavemente, as luzes vermelhas pulsando em ritmo com meu coração. O reflexo dele se moveu, e eu o acompanhei, como em uma dança antiga e esquecida.

"Feche os olhos", ele comandou, e eu obedeci sem hesitação.

Quando os abri, estávamos no mesmo espaço. Seu corpo quente pressionava contra o meu, sua pele macia contrastando com o tecido áspero de meu vestido. Suas mãos exploraram cada curva, cada centímetro de pele exposta, despertando sensações que eu nunca imaginei possíveis.

"Você é mais linda que em meus sonhos", ele murmurou contra minha boca antes de me beijar.

Conto erótico: A arte de se perder entre quatro paredesConto erótico: A arte de se perder entre quatro paredes

O beijo foi fogo e água, caos e ordem. Suas línguas dançaram em uma coreografia primal enquanto suas mãos desabotoavam meu vestido com urgência. A seda escorregou por meu corpo, acumulando-se em nossos pés como um rio negro.

A luz vermelha banhou nossa nudez, transformando nossa pele em cobre derretido. Ele me levou até o espelho, e agora podíamos ver ambos refletidos, nossos corpos entrelaçados em uma tapeçaria de desejo.

"Assista", ele sussurrou, enquanto entrava em mim devagar. "Veja como brilhamos juntos."

Minhas mãos se espalmaram contra o vidro frio enquanto ele se movia dentro de mim, cada golpe uma revelação, cada ritmo uma oração. O reflexo nos mostrava de todos os ângulos, transformando nosso ato em uma obra de arte viva e pulsante.

O prazer construiu-se como uma maré, avassalador e inevitável. Meus gemidos preencheram o quarto, ecoando contra as paredes e retornando multiplicados. Ele me virou, seu rosto iluminado pela mesma fome que consumia meu ser.

"Olhe para mim", ele ordenou, e nossos olhos se encontraram no vidro. "Veja quem te leva ao paraíso."

Nossos corpos colidiram com força renovada, cada movimento mais profundo, mais intenso. O espelho tremeu sob a força de nosso desejo, as imagens distorcendo-se em fragmentos de prazer. Quando o orgasmo me atingiu, foi como um raio em céu claro, devastador e glorioso.

Ele me segurou enquanto as ondas de prazer diminuíam, nosso suente misturando-se em nossa pele. A luz vermelha pareceu brilhar mais intensamente por um momento antes de retornar ao seu brilho anterior.

Quando me virei para agradecer, ele já estava se tornando translúcido. "Não se vá", implorei, meu coração apertando.

Ele sorriu, já quase completamente transparente. "Estarei sempre aqui, no reflexo. Basta chamar."

Então ele desapareceu, deixando-me sozinha no quarto vermelho, meu corpo ainda vibrando de nosso encontro. No espelho, vi apenas meu próprio reflexo, mas algo havia mudado. Meus olhos brilhavam com um novo conhecimento, meu corpo carregava a memória de um prazer que transcendia os limites do possível.

Ao vestir meu vestido, percebi que a moldura do espelho não era mais vermelha, mas dourada, como se tivesse sido transformada pelo calor de nosso encontro. Saí do cabaré sabendo que nunca mais seria a mesma, carregando o segredo do homem no espelho e a promessa de nosso próximo encontro.

Conto erótico enviado por Rafael e Mariana.

Conto erótico: A arte de se perder entre quatro paredesConto erótico: A arte de se perder entre quatro paredes
Conto erótico: O sabor do silêncio entre dois corposConto erótico: O sabor do silêncio entre dois corpos

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
Conto erótico: O encontro no espelho vermelho
Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)

Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Go up