Conto erótico: O bar e o estranho

Conto erótico: O bar e o estranho

O bar estava cheio, uma mistura de risos, copos batendo e uma música baixa que vibrava no peito. Eu estava no balcão, girando o azeite no meu copo, quando ele se sentou ao meu lado. Não disse nada no começo, apenas pediu uma cerveja. Seu cheiro era notável, um misto de chuva e um perfume amadeirado, algo que me puxou para fora da minha letargia.

"A espera vale a pena?" Ele perguntou, com um sorriso torto, indicando meu copo.

Eu dei de ombros. "Às vezes. Você só está esperando a coisa certa."

Seus olhos se encontraram com os meus, e por um segundo, o bar inteiro desapareceu. Havia um desafio ali, uma centelha de reconhecimento primitivo. A conversa fluiu, fácil e perigosa, como um rio rápido. Falamos de livros, de viagens, de coisas sem importância, mas o subtexto era puramente eletricidade. Cada risada, cada toque casual no meu braço, era um passo em direção a um abismo que ambos queríamos pular.

"Seu lugar ou o meu?" Ele perguntou de repente, a voz baixa e direta.

"O meu. É a três quadras daqui."

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A caminhada foi um silêncio carregado. A chuva fina tinha começado a cair, molhando nosso cabelo, colando meu vestido à pele. A porta do meu apartamento mal se fechou e ele já me tinha contra a parede. Seu beijo foi faminto, desesperado, como se estivesse esperando por isso a noite inteira. Suas mãos eram por toda parte, nas minhas costas, no meu pescoço, descendo pelas minhas coxas, levantando meu vestido.

Eu o puxei em direção ao meu quarto, rindo, um som excitado e ansioso. Ele me derrubou na cama, caindo sobre mim, e o mundo se reduziu à sensação de seu peso, do seu corpo contra o meu. Nossas roupas eram um obstáculo, e nós as removemos com uma urgência desajeitada, até que não houvesse mais nada entre nós.

Ele não perdeu tempo. Seus lábios desceram pelo meu pescoço, mordiscando meu mamilo, fazendo meu arco se arquear. Sua mão encontrou meu centro, já molhado, pronto, e ele não esperou por convite. Um dedo, depois dois, entrando em mim, um ritmo firme que me deixou sem fôlego. Eu o guiei, minhas unhas cravadas em suas costas, pedindo mais.

Ele se levantou por um instante, e a falta do seu contato foi dolorosa. Abriu a gaveta da minha mesa de cabeceira, encontrou um preservativo e o colocou com uma prática que me surpreendeu. Então, ele estava sobre mim novamente, e em um movimento só, ele entrou. A penetração foi profunda, um preenchimento que fez meu corpo explodir em mil fragmentos de prazer.

O ritmo era selvagem, sem cerimônia. Era exatamente o que eu queria: um encontro casual, puro, sem amarras, sem promessas. Apenas corpos se encontrando na escuridão, buscando a mesma descarga. O clímax me atingiu como um raio, um grito que engoli na boca dele enquanto ele encontrava o seu próprio, um gemido rouco contra o meu ombro.

Deitamos ali depois, ofegantes, nossos corpos suados e entrelaçados. O silêncio não foi estranho. Foi confortável. Pela manhã, ele seria um estranho novamente. Mas naquela noite, ele era exatamente o que eu precisava.

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Conto erótico enviado por Diego e Larissa.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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