Conto erótico: A entrega especial

Conto erótico: A entrega especial

A campainha tocou duas vezes, rápida e impaciente. Eu abri a porta com o robe solto nos ombros, sentindo o tecido de seda roçar em minha pele nua. Do outro lado, ele estava. O entregador. Alto, olhos escuros que me avaliaram por um segundo antes de se fixarem na caixa de pizza em suas mãos.

Uma nuvem de cheiro de massa e manjericão o envolvia, mas debaixo disso, havia algo mais. Algo masculino, intenso.

"Pizza margherita?" Sua voz era mais grave do que eu esperava.

"É," eu respondi, segurando o robe para que não caísse completamente. "Pode entrar um segundo? Deixei a carteira na cozinha."

Ele hesitou, depois deu um passo para dentro, fechando a porta atrás de si com o pé. O apartamento estava em penumbra, apenas a luz da cozinha iluminando o caminho. Eu me virei e andei à frente, sentindo seu olhar em minhas costas, em minhas pernas. Quando me virei para pegar o dinheiro na bancada, ele estava logo atrás de mim.

"Não se preocupe com a pizza," ele sussurrou, tão perto que seu fôlego quente fez meu pescoço eriçar. "Eu vim entregar outra coisa."

Sua mão encontrou minha cintura, puxando-me contra ele. A caixa de pizza caiu no chão com um baque surdo, mas não me importei. Seus lábios encontraram os meus, famintos, sem cerimônia. Era um beijo que pedia permissão e a tomava ao mesmo tempo. Eu respondi com a mesma fome, minhas mãos subindo por seu peito, sentindo os músculos rígidos por sob o uniforme.

Ele me levantou sem esforço, sentando-me na bancada fria da cozinha. O robe se abriu completamente, expondo meus seios, minha barriga, o calor entre minhas pernas. Seus olhos queimaram ao me ver nu. Ele se ajoelhou, e antes que eu pudesse processar, sua boca estava em mim.

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Seus lábios e sua língua eram experts. Ele não teve pressa, explorou cada dobra, cada centímetro de minha pele úmida com uma devoção que me fez tremer. Meus dedos se entrelaçaram em seu cabelo, pressionando-o contra mim, enquanto ondas de prazer subiam por minha espinha. Ele encontrou meu clitóris e o sugou, devagar, depois mais rápido, alternando entre lambidas e mordiscas suaves que me deixaram sem fôlego.

"Você gosta?" Ele perguntou, a voz embargada, antes de voltar ao trabalho.

Eu gemi como resposta, minhas pernas tremendo ao redor de seus ombros. Ele introduziu um dedo, depois dois, movendo-os em ritmo com sua língua, uma sinfonia de sensações que me levou ao limite. Eu olhava para ele, para a forma como seus olhos se fechavam, como ele se perdia no meu prazer, e aquela imagem foi o meu ponto de ruptura.

O orgasmo me atingiu como uma maré, um grito preso na garganta, meu corpo arqueado, meu mundo se desfazendo em pontos de luz. Ele não parou, bebeu tudo o que eu dei, até que minhas contrações cessassem e eu caí para trás, ofegante, apoiada nos cotovelos.

Ele se levantou, limpando o rosto com as costas da mão, um sorriso de orgulho nos lábios. Abriu o cinto e a calça, libertando sua ereção. Ele estava duro, grande, e eu o queria dentro de mim. Ele se posicionou entre minhas pernas, e sem aviso, entrou.

A penetração foi profunda, me fazendo gritar de novo. Ele começou a se mover, um ritmo potente, insistente, que sacudia a cozinha inteira. Cada golpe era uma afirmação, uma posse. Eu o envolvi com as pernas, puxando-o para mais perto, querendo mais, querendo tudo.

Ele me comeu ali, na bancada, com a pizza esquecida no chão. Foi bruto, foi intenso, foi a entrega mais selvagem e satisfatória que eu já recebi.

Conto erótico enviado por Rafael e Beatriz.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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