Conto erótico: O toque que me ensina

Conto erótico: O toque que me ensina

A luz do quarto era baixa, apenas um véu amarelado sobre nossos corpos. Eu estava deitado, nu, com a respiração presa no peito, enquanto ela, Lara, me observava com um sorriso cúmplice. Seus dedos traçaram linhas lentas pelo meu abdômen, descendo até a base do meu membro, que já pulsava, rígido e ansioso.

"Relaxa," ela sussurrou, a voz um mel quente perto do meu ouvido. "Deixe comigo."

Seu toque era firme, mas ao mesmo tempo, incrivelmente delicado. Ela não começou com pressa. Com a palma da mão, ela espalhou um óleo quente por toda minha extensão, e a sensação foi eletrizante. Cada movimento era uma descoberta, um estudo da minha anatomia e das minhas reações. Eu fechei os olhos, entregando-me completamente àquela condução.

Sua mão envolveu-me então, e o primeiro movimento, de cima para baixo, foi lento. Exaustivamente lento. Eu contive o gemido que subia pela garganta, sentindo cada milímetro da pele deslizando sob o controle dela. Ela sabia exatamente onde apertar mais, onde aliviar a pressão, onde rolar o polegar sobre a cabeça para fazer meu corpo estremecer.

"Você gosta disso?" Ela perguntou, e eu só consegui assentir, um som gutural escapando da minha boca.

Ela acelerou um pouco o ritmo, um vaivém constante que construía uma onda de calor dentro de mim. Minhas mãos se fechavam em lençóis, meus quadris levantavam-se instintivamente para encontrar seu movimento, mas ela me empurrava de volta para a cama com a outra mão, mantendo o controle total.

"Não ainda," disse ela, e a ordem me fez ainda mais excitado. "Apenas sinta."

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Ela variou a técnica. Os dedos dançaram, brincando com a pele frouxa, enquanto a palma mantinha uma pressão constante. Depois, usou as duas mãos, uma sobre a outra, criando uma sensação de envolvimento total, de estar completamente perdido em seu toque. Eu a via, através das minhas pálpebras semicerradas, focada, concentrada, como uma artista diante de sua obra-prima. E eu era a obra-prima.

A tensão subia, uma corda de violino sendo esticada até o limite. Minha respiração tornou-se ofegante, curta. Ela percebeu. Seus movimentos ficaram mais rápidos, mais firmes. O som do óleo, do seu movimento, do meu bater de cardíacos preenchia o silêncio do quarto.

"Venha pra mim," ela ordenou, e dessa vez eu não tive como resistir.

Seu polegar pressionou aquele ponto exato sob a cabeça, e o mundo explodiu em cores. Um jato quente me percorreu, desde a base da espinha até o topo da cabeça, enquanto meu corpo arqueava em um espasmo de puro prazer. Ela não parou, continuou o movimento, mais lento agora, desfrutando de cada contração, até que eu caí exausto na cama, ofegante.

Lara se deitou ao meu lado, passando a mão pelo meu suor. "Viu? Eu sabia que você ia gostar de ser guiado."

Eu só sorri, sem fôlego para falar, sentindo o latejar residual de um prazer que ela, e apenas ela, soubera como orquestrar.

Conto erótico enviado por Miguel e Sofia.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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