Conto erótico: O pedido proibido

Conto erótico: O Pedido Proibido

O ar no meu apartamento estava pesado, denso com um calor que nada tinha a ver com o verão. Sentados no sofá, eu e a Clara, o silêncio entre nós vibrava, carregado de anos de amizade e uma atração repentina, avassaladora.

A luz fraca da lâmpada do lado pintava suaves em seu rosto, realçando o brilho intenso de seus olhos meigos.

Minha boca estava seca. Cada batida do meu coração era um tambor de guerra, anunciando uma batalha que eu sabia que não deveria travar, mas ansiava por iniciar. O desejo era uma fera faminta roendo minhas entranhas, um pedido sufocado em minha garganta.

— Clara — eu disse, minha voz rouca, quase um sussurro. — Há algo que eu preciso te pedir.

Ela se virou para mim, seu corpo ligeiramente inclinado, um convite silencioso. O cheiro do seu perfume, uma mistura de jasmim e algo inconfundivelmente dela, encheu meus pulmões, tornando difícil pensar.

— Pode pedir, Lucas. O que for.

Eu engoli em seco, sentindo o peso do momento. A amizade pairava entre nós como um véu frágil, prestes a ser rasgado.

— Eu... eu quero que você me faça um boquete.

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As palavras pairaram no ar, cruas e diretas. Vi o choque em seu rosto por uma fração de segundo, antes de ser substituído por uma curiosidade ardente. Um rubor subiu por seu pescoço, manchando suas bochechas. Ela não recuou. Em vez disso, seus olhos se arregalaram, e vi o desejo espelhado neles, o mesmo desejo que eu sentia.

Ela se moveu então, devagar, deslizando do sofá para se ajoelhar no tapete macio na minha frente. O som do tecido de sua calça comprimida roçando no chão foi o único som além da minha respiração ofegante. Suas mãos, com dedos longos e delicados, subiram pelas minhas coxas, enviando ondas de eletricidade por todo o meu corpo.

Seus olhos nunca saíram dos meus enquanto suas mãos encontravam o cinto da minha calça. Com um movimento habilidoso, ela o abriu, depois o botão e o zíper. O tecido cedeu, e eu me senti exposto, vulnerável, mas incrivelmente poderoso.

O primeiro toque de sua língua foi uma faísca. Um contato quente, úmido e hesitante na base do meu membro ereto. Eu soltei um gemido abafado, minha cabeça se inclinando para trás. Ela começou a explorar, com traços longos e lentos, aprendendo meu formato, minha textura. Cada movimento era deliberado, cheio de uma curiosidade que se transformava rapidamente em confiança.

Sua mão envolveu minha base, apertando levemente enquanto sua boca finalmente me envolvia. O calor, a umidade, a pressão... era quase demais. Eu a vi fechar os olhos, totalmente entregue ao ato, e a visão dela ali, de joelhos para mim, foi a coisa mais erótica que eu já tinha presenciado.

O ritmo dela aumentou, uma dança de sucção e língua que me levou à beira do abismo. Suas mãos se agarravam às minhas coxas, suas unhas levemente cravadas na minha pele. O mundo lá fora desapareceu. Não havia mais amizade, não havia mais regras. Havia apenas nós, o calor, o desejo e a promessa do clímax iminente.

Quando o orgasmo me atingiu, foi como uma onda, esmagador e total. Meu corpo se arqueou, e um gemido profundo escapou da minha garganta. Ela permaneceu comigo, bebendo tudo, até que meu corpo parasse de tremer.

Ficamos ali por um longo momento, o único som era nossa respiração ofegante se acalmando. Quando ela se afastou, seus lábios estavam inchados e brilhantes, um sorriso satisfeito e um pouco desafiador em seu rosto. A amizade tinha mudado, irrevogavelmente. E, naquele momento, eu não me importava nem um pouco.

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Conto erótico enviado por: Marcos e Sofia.

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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