Conto erótico: O sussurro do desejo na cozinha

Conto erótico: O sussurro do desejo na cozinha

Era uma noite quente de verão, o tipo de calor que grudava a pele e fazia o ar pesado de promessas. A cozinha, iluminada apenas pela luz amarela do abajur sobre a mesa, cheirava a café recém-feito e baunilha — o bolo que ela havia assado ainda morno, esperando para ser provado.

Eu a observava, encostado no balcão, os braços cruzados, enquanto ela lavava as louças com movimentos lentos, deliberados. A água escorria pelos seus pulsos, molhando levemente a barra da camiseta que usava, colada ao corpo de um jeito que me fazia engolir em seco.

— Você está quieto demais — ela disse, sem virar o rosto, mas com um sorriso no canto dos lábios. Sabia o efeito que tinha sobre mim.

— Só tô admirando a vista — respondi, a voz mais rouca do que pretendia. Dei um passo à frente, perto o suficiente para sentir o calor do corpo dela, o cheiro do shampoo que usara no banho, algo cítrico, fresco. — Acho que você sabe exatamente o que faz comigo.

Ela finalmente se virou, os olhos brilhando com um desafio que eu não podia ignorar. As mãos ainda úmidas, ela as apoiou no meu peito, empurrando-me suavemente contra a geladeira. O metal frio nas minhas costas contrastava com o fogo que queimava entre nós.

— E o que eu faço com você, então? — perguntou, os dedos traçando círculos lentos sobre o tecido da minha camisa, como se quisesse memorizar cada contorno do meu corpo.

— Me deixa louco — confessei, sem rodeios. — Desde a primeira vez que te vi, é só nisso que penso: em como seus lábios seriam perfeitos em mim.

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Um riso baixo escapou dela, quente e íntimo. Os dedos desceram, brincando com a cintura da minha calça, e eu prendi a respiração.

— Você quer que eu faça isso, é? — sussurrou, a boca tão perto do meu ouvido que senti o ar quente da sua respiração. — Quer que eu te prove, bem aqui, agora?

Não precisei responder. Meus dedos se enredaram no cabelo dela, puxando-a para um beijo urgente, molhado, enquanto as mãos dela trabalhavam na minha calça, libertando-me com uma habilidade que me fez gemer. Quando ela se ajoelhou, o chão frio da cozinha contra seus joelhos, olhei para baixo e vi seus olhos fitando os meus — escuros, cheios de uma fome que espelhava a minha.

A primeira vez que sua língua me tocou, foi como um choque elétrico. Quente, úmida, envolvente. Minhas mãos apertaram os ombros dela, os dedos cravando-se na pele macia enquanto ela explorava cada centímetro, cada suspiro meu se transformando em um gemido abafado.

O som dos talheres caindo no escorredor, o barulho da água ainda pingando da torneira — tudo se misturava ao ritmo que ela ditava, lento no começo, depois mais rápido, mais intenso, até que eu não conseguia mais pensar em nada além daquela boca, daquela língua, da forma como ela me levava ao limite com uma precisão cruel.

— Assim — murmurei, a voz quebrada. — Exatamente assim.

Ela não parou. Não havia pressa, nem hesitação. Só o som molhado dos nossos corpos, o gosto do meu desejo nos lábios dela, e a certeza de que, naquela cozinha, éramos só nós — e nada mais importava.

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Conto erótico enviado por Marina V., 28 anos, que acredita que o desejo mais intenso nasce nos detalhes.

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
Conto erótico: O sussurro do desejo na cozinha
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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