
Conto erótico: O prazer que não espera permissão

A primeira vez que ele me pediu para gozar dentro de mim, senti um calafrio percorrer a espinha. Não era medo — era antecipação, aquele tipo de excitação que faz os dedos tremularem e a respiração ficar curta. Eu já conhecia o peso do corpo dele sobre o meu, a maneira como suas mãos se fechavam nos meus quadris, como se quisesse me marcar só com o toque.
Mas isso? Isso era diferente.
Era uma tarde de verão, o ar pesado com o cheiro de chuva prestes a cair. A cortina dançava com a brisa, e a luz dourada do sol se filtrava pelas frestas, desenhando linhas quentes na nossa pele. Ele me empurrou contra a parede, os lábios colados ao meu pescoço, a barba por fazer arranhando minha pele de um jeito que me fazia gemer. Suas palavras foram um sussurro rouco, quase um desafio:
— De novo, queria gozar dentro do seu cuzinho.
Não foi uma pergunta. Não precisava ser.
Meus joelhos fraquejaram, mas ele me segurou firme, uma mão escorregando entre as minhas coxas, sentindo o quanto eu já estava molhada só com a ideia. Eu o queria assim também — descontrolado, possessivo, como se não houvesse nada além daquele momento e da necessidade de nos fundirmos.
— Você aguenta? Ele mordeu meu lábio inferior, puxando até eu sentir a dor se misturar ao prazer.
Eu não respondi com palavras. Em vez disso, virei-me, apoiando as mãos na parede fria, oferecendo-me. O som da calça dele caindo no chão, o estalo da embalagem do lubrificante sendo aberta — cada detalhe amplificava a expectativa. Quando seus dedos me tocaram, preparando, abrindo, eu arqueei as costas, um gemido escapando dos meus lábios.
Conto erótico: A noite que reescreveu o mapa— Assim, porra. Sua voz era gutural, quase um rosnado. — Tão apertadinho pra mim.
Ele entrou devagar, mas sem hesitação. A queimação inicial se transformou em uma onda de prazer tão intensa que tive que morder o punho para não gritar. Cada movimento seu era deliberado, profundo, como se quisesse me preencher até não sobrar espaço para nada além dele. Suas mãos agarravam meus quadris com força, os dedos deixando marcas que eu sabia que durariam dias.
— Você é minha. Não era uma pergunta. Era uma verdade.
Eu podia sentir o suor escorrendo pelas minhas costas, a maneira como meu corpo se ajustava a ele, aceitando, implorando por mais. Quando ele acelerou o ritmo, cada investida me empurrava mais perto do limite. Meus músculos se contraíam ao redor dele, e eu ouvi seu respiro falhar, o som gutural que saiu da garganta dele quando não conseguiu mais segurar.
— Vou gozar, amor. Sua voz era um aviso, um pedido, uma promessa. — Dentro de você.
E então ele se soltou, o calor se espalhando dentro de mim, me enchendo de uma maneira que ia além do físico. Eu gozei com ele, as ondas de prazer me arrastando até não sobrar nada além da sensação de pertencer — a ele, àquele momento, àqueles gemidos entrecortados que ecoavam no quarto.
Quando finalmente desabamos na cama, ofegantes, ele me puxou contra o peito, os dedos traçando círculos na minha pele suada.
— Nunca vou cansar de você. Sua boca encontrou a minha, e eu soube que era verdade.
Conto erótico: A noite que reescreveu o mapa
Conto erótico: O match que valeu o swipe direitoConto erótico enviado por Marina V.
Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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