
Conto erótico: O cinto de castidade do prazer

Ele não o apresentou como um instrumento de negação, mas de promessa. A pequena caixa de veludo preto repousava na minha palma, pesada com um significado que eu ainda não compreendia totalmente.
Dentro, o metal polido brilhava sob a luz suave do quarto, não frio ou ameaçador, mas elegantemente projetado, com contornos que se curvavam em antecipação ao corpo.
"Este não é para te negar, Sophia", disse ele, a voz um contrabaixo que vibrava no meu peito. "É para te intensificar. Cada sensação, cada toque, será filtrada através disso, até que o prazer seja a única coisa que exista."
A confiança dele era um afrodisíaco. A confiança que eu tinha nele, ainda mais. Eu consenti, não com palavras, mas com um silêncio expectante enquanto ele ajoelhava-se na minha frente. O clique do cadeado sendo fechado não foi um som de prisão, mas de início. Era um pacto.
Os primeiros momentos foram estranhos. Uma ausência de peso, uma barreira onde antes havia liberdade. Meus movimentos se tornaram mais conscientes, a fricção do metal contra a pele interna das minhas coxas um lembrete constante da minha condição. Eu estava, literalmente, nas mãos dele.
Ele começou devagar. Seus lábios percorreram meu pescoço, minha clavícula, a curva sensível do meu seio. Cada beijo, antes uma fonte de prazer direto, agora era um prelúdio. O calor se acumulava, um rio represado atrás daquela barreira de aço. Minhas mãos se fechavam em punhos, o corpo arqueando-se em busca de um alívio que não viria.
"Sinta", ele sussurrou, seus dedos traçando a parte externa do cinto. "Sinta o desejo se construindo, se tornando parte de você."
E eu senti. Era uma agonia deliciosa. Cada um dos seus toques, por menor que fosse, era amplificado. A passagem da sua unha pela minha barriga fez meu estômago se contrair. A mordiscada suave no meu ombro me tirou um gemido abafado. Eu estava se tornando uma criatura de pura sensação, meu mundo reduzido à expectativa do seu toque e à pressão crescente do meu próprio desejo.
Conto erótico: A mulher domme que me conquistouEle me levou ao limite várias vezes naquela noite. Com os dedos, com a língua, com a textura áspera da sua barba roçando a pele macia da minha coxa. Eu via estrelas explodirem atrás das minhas pálpebras fechadas, meu corpo tremendo sob um orgasmo que nunca chegava completamente, sempre recolhido de volta pela restrição metálica. Era tortura. Era êxtase.
No terceiro dia, a linha entre dor e prazer havia se apagado. O cinto não era mais um objeto estranho; era uma extensão de mim, um catalisador para o meu desejo. Eu o olhava com olhos suplicantes, cada célula do meu corpo gritando por libertação.
Ele sorriu, vendo a rendição completa nos meus olhos. "Agora você está pronta", ele disse.
Ele me deitou na cama, seus movimentos lentos e deliberados. Produziu uma pequena chave de prata. O som do cadeado se abrindo foi a coisa mais bonita que eu já ouvi. Ele removeu o dispositivo com uma reverência quase religiosa.
A liberação foi instantânea e avassaladora. O ar, simplesmente o ar tocando minha pele inchada e sensível, foi quase suficiente para me levar ao clímax. Mas ele não me deu essa chance. Ele me cobriu com seu corpo, entrando em mim num único movimento profundo e possessivo.
O orgasmo que me atingiu não foi uma onda, foi um maremoto. Uma explosão tão violenta e completa que meus gritos abafaram todos os outros sons. Foi um clímax construído ao longo de dias de negação, de antecipação, de puro desejo concentrado. Meu corpo se contorceu sob o dele, uma maré de prazer que me lavou, me purificou e me deixou vazia, saciada e transformada.
Enquanto eu caía no sono, exausta, ele me beijou a testa.
"Eu te disse", ele murmurou. "Não era para te negar. Era para te mostrar a verdadeira profundidade do prazer."
Conto erótico: A mulher domme que me conquistou
Conto erótico: O beijo grego que me fez gozarConto erótico enviado por Miguel de Botafogo.
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