
Conto erótico: O rasgo da paixão – Tecido, raiva e o desejo que não espera

A costura da minha blusa rasgou no exato momento em que seus dedos, ágeis e impacientes, puxaram o tecido com uma força que não deixava dúvidas. Não foi um acidente. Foi um aviso. Um desafio lançado entre quatro paredes, onde o ar já pesava com a eletricidade de semanas de tensão não resolvida.
Eu o conhecia bem demais para fingir surpresa. Lucas sempre foi assim: intenso, possessivo, capaz de transformar uma discussão boba sobre pratos sujos em uma batalha de olhares que terminava com minhas costas coladas na parede e seus lábios roubando o ar dos meus pulmões.
Dessa vez, porém, não haveria desculpas nem recuos. A raiva queimava em seus olhos escuros, mas o que me imobilizou não foi o medo. Foi o calor que desceu pela minha espinha quando ele pressionou o corpo contra o meu, aprisionando meus braços acima da cabeça com uma só mão.
Você acha que pode me ignorar o dia todo? Sua voz era baixa, áspera, um rosnado que vibrou contra meu pescoço enquanto seus dedos livres deslizavam pela minha cintura, encontrando a pele nua onde a blusa se abrira.
Não respondi. Não com palavras. Arqueei as costas, oferecendo mais, e o som que escapou da sua garganta foi quase um gemido.
O tecido rasgado caiu no chão, esquecido. Suas mãos não pediram permissão. Uma seguiu pela minha coxa, levantando a saia com uma urgência que me fez tremer. A outra se fechou em torno do meu pescoço, não para sufocar, mas para guiar.
Para obrigar meus olhos a encontrarem os seus. Você quer brincar de difícil? Então vamos ver até onde aguenta.
Não havia gentileza naquele beijo. Era dentes, língua, uma demanda que me fez abrir os lábios com um suspiro ofegante. Seus dedos encontraram a umidade entre minhas pernas, e o riso rouco que seguiu foi minha ruína. Sabia que eu estava pronta.
Conto erótico: Ritmo do desejo – Corpos colados e a dança que molhou além da peleSempre estive. A raiva era só o disfarce que usávamos para não admitir que, desde o primeiro dia, nossos corpos se reconheciam como chaves e fechaduras.
Ele me levantou como se eu não pesasse nada, e minhas pernas se enrolaram em sua cintura por instinto. A parede fria nas minhas costas contrastava com o fogo da sua pele. Cada movimento era uma promessa de castigo, uma recompensa. Suas estocadas não eram suaves.
Eram golpes precisos, cada um arrancando de mim um som mais alto, mais desesperado. Seu nome saiu dos meus lábios como uma prece, como uma maldição.
Quando gozei, foi com unhas cravadas em seus ombros e seu nome ecoando no apartamento vazio. Ele não parou. Não até que eu tremesse de novo, não até que seus próprios músculos se tensionassem em um clímax que o deixou sem fôlego, a testa apoiada no meu ombro.
O silêncio que seguiu não era paz. Era uma trégua. Uma pausa antes da próxima rodada.
Lucas afrouxou o aperto, mas não me soltou. Seus lábios encontraram os meus outra vez, dessa vez devagar, como se estivesse provando algo que finalmente era seu. A blusa rasgada no chão parecia ridícula agora. Um detalhe insignificante diante do que acabara de acontecer.
Dessa vez, não haveria desculpas. Nem recuos.
Conto erótico enviado por Mariana V.
Conto erótico: Ritmo do desejo – Corpos colados e a dança que molhou além da pele
Conto erótico: O piru que marcou minha memóriaEspero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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