Conto erótico: Primavera selvagem – O prazer escondido

Conto erótico: Primavera selvagem – O prazer escondido

A primeira vez que vi ele foi no jardim das magnólias, onde o ar cheirava a terra úmida e pétalas recém-abertas. O sol da primavera queimava suave, como um beijo demorado na nuca. Daniel — era assim que se chamava — tinha as mãos grandes, ásperas de quem trabalha com a terra, mas os dedos se moviam com uma delicadeza que me fez tremer antes mesmo de serem tocados.

Eu estava de joelhos, plantando mudas de lavanda, quando senti o peso do olhar dele. Não era um olhar casual, daqueles que deslizam e esquecem. Era denso, quente, como mel derretendo sobre a pele. Quando levantei os olhos, ele já estava ali, tão perto que o cheiro de suor e musgo do corpo dele se misturou ao perfume das flores.

— Precisa de ajuda? — A voz, rouca, arrastou-se como um dedo pela minha coluna.

Não precisei responder. As mãos dele já estavam no meu quadril, firmes, enquanto eu me erguia. A camisa aberta no peito deixava à mostra uma linha de pelos escuros que desapareciam na cintura da calça jeans desgastada. Meus dedos coçaram para seguir aquele caminho.

— A primavera faz isso com a gente — murmurei, mais para mim do que para ele. — Tudo fica… vivo.

Ele riu, baixo, e o som vibrou entre nós. Então, sem pressa, Daniel inclinou-se e colheu uma magnólia branca. Passou-a entre os meus dedos, roçando os lábios no meu pulso. A flor era macia, mas a boca dele, quente e úmida, queimou muito mais.

— Algumas coisas não precisam de estação para florescer — disse, enquanto a língua traçava um círculo lento na minha pele.

O jardim desapareceu. Só existia o calor do corpo dele pressionado ao meu, a respiração acelerada, o cheiro de terra e desejo. Quando a boca de Daniel encontrou a minha, não foi um beijo — foi uma promessa. Os lábios dele eram exigentes, a língua invadia sem pedir licença, e eu me entreguei, mordendo, sugando, sentindo o gosto de café e algo selvagem, quase proibido.

As mãos dele deslizaram pela minha cintura, puxando-me contra a dureza que crescia entre nós. Um gemido escapou da minha garganta quando os dedos dele encontraram o botão da minha blusa. Não houve hesitação. Um por um, os botões cederam, e o ar fresco da tarde acariciou meus seios antes que a boca de Daniel os substituísse.

— Você é mais doce que as flores — sussurrou, enquanto a língua desenhava círculos nos meus mamilos endurecidos.

Meus dedos enfiaram-se nos cabelos dele, puxando, guiando. Queria mais. Queria tudo. A calça jeans apertada já não escondia a excitação, e quando a mão de Daniel escorregou entre as minhas coxas, o mundo girou.

— Aqui? — perguntei, mesmo sabendo a resposta.

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— Agora — foi tudo que ele disse, antes de me levantar e sentar no banco de madeira do jardim.

As pernas dele se abriram, e eu me acomodei no colo, sentindo a rigidez quente através da roupa. Não houve pressa. Daniel tirou a camisa, e eu tracei com os dedos as cicatrizes no ombro dele, marcas de um passado que não importava naquele momento. O que importava era o jeito como ele me olhava, como se eu fosse a única coisa que existia.

Quando a mão dele deslizou para dentro da minha calcinha, um arrepio percorreu meu corpo. Os dedos dele eram hábeis, explorando, pressionando, até que um suspiro quebrou meus lábios.

— Assim — ele murmurou, enquanto eu me movia contra a mão dele, buscando alívio para a tensão que latejava entre as minhas pernas. — Deixa eu te ver.

A calcinha caiu no chão. As pernas dele se fecharam ao redor da minha cintura, e quando a ponta dura do pênis roçou meu sexo, um gemido escapou de ambos. Não houve palavras. Só o som da respiração ofegante, o atrito da pele, o cheiro de sexo no ar.

Daniel entrou em mim devagar, como se quisesse saborear cada centímetro. Eu me arqueei, as unhas cravadas nos ombros dele, enquanto o corpo se ajustava à invasão deliciosa. Quando começou a se mover, foi com um ritmo que imitava as ondas — lento no começo, depois mais forte, mais profundo, até que o mundo se reduziu à sensação de estar cheia dele, ao som dos nossos corpos batendo, aos suspiros que se misturavam.

— Mais — pedi, e ele obedeceu.

As estocadas ficaram mais rápidas, mais urgentes. A madeira do banco rangia sob nós, mas nada importava além daquilo: a maneira como ele me preenchia, como os dedos dele se cravavam na minha bunda, como a boca encontrava a minha sempre que eu gemia o nome dele.

O orgasmo veio como um raio. Meu corpo se contraiu ao redor do dele, e Daniel enterrou o rosto no meu pescoço, mordendo a pele enquanto gozava dentro de mim, os quadris tremendo com os últimos espasmos.

Ficamos assim por um tempo, ofegantes, colados, enquanto o sol se punha e tingia o jardim de dourado. Quando ele finalmente se afastou, foi para me beijar de novo, dessa vez com uma lentidão que prometia mais.

— A primavera — disse, passando os lábios pelo meu queixo — é só o começo.

Conto erótico enviado por Claudinha grelinho.

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Conto erótico: Primavera selvagem – O prazer escondido
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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