
Conto erótico: Inverno gelado e noites quentes: O abraço que derrete o gelo do desejo

A lareira crepitava, lançando sombras dançantes pelas paredes de madeira da cabana. Fora, a neve caía sem piedade, envolvendo o mundo num manto branco e silencioso. O ar lá dentro, no entanto, estava carregado de uma outra espécie de calor, aquele que antecede a tempestade.
Estava enrolada num cobertor de lã, observando as labaredas quando ele entrou na sala, trazendo consigo o cheiro gelado da noite. Seus cabelos escuros continham flocos de neve derretendo, e um rubor intimo pintava suas bochechas.
"Está congelando lá fora", ele disse, a voz um pouco rouca. Ele se aproximou, tirando o casaco e revelando um suéter justo que delineava cada músculo do seu torso.
"Por aqui não", murmurei, meus olhos encontrando os dele. "Aqui está começando a esquentar."
Ele sorriu, um movimento lento que fez meu estômago dar um nó. Sentou-se ao meu lado no sofá, tão perto que podia sentir o calor irradiando do seu corpo. A distância entre nós era quase insuportável, uma faísca esperando para explodir.
"Sabe", ele começou, a voz baixa e íntima, "sempre achei que o inverno era feito para ser curado com calor humano."
Sua mão encontrou a minha, nossos dedos se entrelaçando. O toque simples foi eletrizante. Ele me puxou gentilmente para mais perto, e eu fui, sem resistência. O cobertor caiu dos meus ombros, expondo a pele fina da minha blusa de seda. O olhar dele escureceu.
Seus dedos traçaram a linha do meu pescoço, descendo pela gola da blusa. O ar saiu dos meus pulmões num suspiro trêmulo. Ele inclinou-se, seus lábios roçando a minha orelha.
"Está com frio, Luana?" A pergunta era um sopro quente contra minha pele, uma provocação deliciosa.
"Não", eu respondi, a voz falhando. "Estou ardendo."
Conto erótico: Primavera em chamas – A flor que desabrocha no prazer proibidoSeus lábios encontraram os meus então, num beijo que não foi tímido. Era faminto, profundo, cheio de semanas de desejo não dito. A neve lá fora foi esquecida, o mundo se reduziu ao som da lareira, ao gosto da sua boca, à força das suas mãos que me seguravam como se eu fosse a única âncora naquele universo.
Ele me levantou com facilidade, meus pernas envolvendo sua cintura enquanto me carregava para o quarto. O caminho foi uma sequência de beijos roubados, de mãos explorando corpos já conhecidos mas sempre novos. A cama estava fria, mas não por muito tempo.
Ele me deitou suavemente, seus olhos queimando com uma intensidade que me consumia. Deslizou a blusa por cima da minha cabeça, seus lábios seguindo o caminho do tecido, deixando um rastro de beijos quentes pelo meu peito. Cada toque era uma promessa, cada carícia uma revelação.
Meu corpo arqueou sob o dele, uma resposta instintiva à sua posse. As roupas restantes se tornaram obstáculos inúteis, desaparecendo com uma urgência mútua. Quando finalmente nos encontramos, pele contra pele, foi como duas chamas se encontrando, criando um incêndio.
O ritmo começou lento, deliberado. Cada movimento era uma exploração, uma redescoberta. Ele me olhava nos olhos, uma conexão profunda que transcendia o físico. O prazer se construiu em ondas, começando como uma maré baixa e crescendo até se tornar um tsunami que me arrastou para baixo, me fazendo perder o controle.
Meus dedos cravaram nas suas costas, meus gemidos preenchendo o silêncio da noite. Ele respondeu com um ritmo mais forte, mais profundo, me levando ao limite e para além dele. O orgasmo me atingiu como um raio, uma explosão de luz e calor que me deixou trêmula e ofegante.
Ele me seguiu logo em seguida, o corpo se enrijecendo num rosnado profundo de satisfação. Por um longo tempo, ficamos assim, entrelaçados, nossos corpos suados e nossos corações batendo no mesmo ritmo. O calor do nosso amor era mais forte que qualquer inverno, mais duradouro que qualquer tempestade.
Ele me beijou a testa, o gesto suave e possessivo.
"Acho que derretemos todo o gelo lá fora", ele sussurrou.
Eu sorri, um sentimento de paz e contentamento me envolvendo. "Não sei sobre o gelo lá fora", respondi, meus olhos se fechando. "Mas o meu certamente desapareceu."
Conto erótico: Primavera em chamas – A flor que desabrocha no prazer proibido
Conto erótico: Primavera selvagem – O prazer escondidoConto erótico enviado por Rafael putão.
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