
Conto erótico: Inverno de luxúria – Neve branca, almas sujas e o calor que derrete o gelo

A primeira vez que vi Clara, ela estava envolta em um casaco de lã preta, tão justo que delineava cada curva do seu corpo como se fosse uma segunda pele.
A neve caía em flocos grossos sobre a praça iluminada, mas o calor que irradiava dela era suficiente para derreter qualquer gelo. Eu estava no bar do hotel, um lugar onde o uísque queimava a garganta e as conversas eram tão baixas quanto os desejos que ninguém ousava confessar.
Ela entrou sozinha, sacudindo a neve dos cabelos castanhos que caíam em ondas sobre os ombros. Os lábios, pintados de um vermelho tão intenso quanto o vinho que pediu, se entreabriram em um sorriso quando nossos olhares se cruzaram.
Não houve palavras. Não foram necessárias. O ar entre nós já estava carregado, denso como a fumaça dos charutos que alguns homens fumavam no canto da sala.
— Você parece alguém que sabe apreciar as coisas boas da vida — disse ela, deslizando para o banco ao meu lado. O perfume dela era uma mistura de baunilha e algo mais, algo selvagem, como musgo úmido depois da chuva.
— Depende do que você considera bom — respondi, sem tirar os olhos dos seus. Os dedos dela, longos e pintados de um esmalte escuro, brincavam com a haste do copo. Um gesto pequeno, quase imperceptível, mas que acendeu algo em mim.
O toque veio sem aviso. Um roçar de joelhos debaixo da mesa, um contato tão sutil que poderia ser acidental. Mas não era. Clara inclinou o corpo para frente, e o decote do vestido revelou o suficiente para que minha imaginação preenchesse o resto. A pele dela, mesmo sob a roupa, parecia quente. Eu queria sentir aquele calor contra a minha.
— O quarto 307 — sussurrou, passando a chave do hotel pela minha mão. O metal frio contrastava com a temperatura do meu corpo, que já ardia em antecipação.
Não perguntei por quê. Não questionei. Subi as escadas do hotel com passos largos, a chave pesando no bolso como uma promessa. Quando abri a porta, ela já estava lá, de costas para mim, o vestido escorregando pelos ombros como neve derretendo ao sol.
A luz da lareira dançava sobre as curvas do corpo dela, criando sombras que me convidavam a explorar.
Conto erótico: Outono proibido – Colheita de segredos e o toque que desperta a pele— Você demorou — disse, virando-se. Os olhos dela brilhavam com um desejo que não precisava de palavras.
Fechei a porta com um chute. O som do trinco ecoou no silêncio do quarto, selando o mundo lá fora. Só existíamos nós, o crepitar do fogo e a promessa de algo que ia muito além do toque.
Meus dedos encontraram a nuca dela primeiro, deslizando pelos fios sedosos do cabelo antes de puxá-la para perto. O beijo foi quente, úmido, um choque de línguas e dentes que não tinha nada de delicado.
Clara gemeu contra a minha boca, as mãos dela subindo pelos meus braços, as unhas cravando na minha pele como se quisesse me marcar.
— Você é ainda melhor do que eu imaginei — murmurou, enquanto eu traçava um caminho de beijos pelo pescoço dela, sentindo o pulso acelerado debaixo dos meus lábios.
O vestido caiu no chão com um suspiro. A pele dela, macia e perfumada, estava quente ao toque. Cada centímetro que eu explorava era uma descoberta, uma revelação. Os seios cheios, os mamilos duros como pedras preciosas, o ventre que se contraía a cada carícia.
Quando afundei os dedos na cintura dela, puxando-a contra mim, senti o quanto ela estava pronta.
— Não espere — pediu, a voz rouca de desejo.
E eu não esperei.
O corpo dela era um mapa que eu queria memorizar, cada gemido, cada arrepio, uma pista do que vinha a seguir. Quando finalmente a levei para a cama, a neve lá fora continuava caindo, mas dentro daquele quarto, só havia fogo.
Conto erótico: Outono proibido – Colheita de segredos e o toque que desperta a pele
Conto erótico: Verão de fogo – Ondas de prazer e o bronzeado que arde na peleConto erótico enviado por Rafael M.
Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
Conto erótico: Inverno de luxúria – Neve branca, almas sujas e o calor que derrete o gelo
Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
Go up







Deixe um comentário