Conto erótico: Enquanto ele não está - O segredo da casa vazia

Conto erótico: Enquanto Ele Não Está - O Segredo da Casa Vazia

A chuva batia forte nas janelas, o som abafado pelo silêncio da casa. Meu pai tinha saído cedo, viagem de negócios, e a casa nunca parecia tão grande — nem tão tentadora — quanto quando estávamos sozinhos.

Eu estava na cozinha, preparando um café, quando ele entrou. Lucas, o namorado da minha madrasta, Laura. Alto, de camisa branca justa, os cabelos escuros ainda molhados da chuva. Ele parou na porta, os olhos fixos nos meus, e eu senti o calor subir pelo pescoço.

Você está sozinha? — perguntou, a voz rouca, os dedos apertando a alça da bolsa.

Sim — respondi, sem desviar o olhar. — Ela saiu faz uma hora.

Ele se aproximou, devagar, como se testasse as minhas reações. O cheiro de colônia masculina e chuva me envolveu, e eu não me afastei quando os dedos dele deslizaram pelo meu braço, deixando um rastro de arrepios.

Isso é perigoso — sussurrou, a boca tão perto do meu ouvido que senti o hálito quente.

Eu gosto de perigo — respondi, a voz mais firme do que eu me sentia.

Ele não precisou de mais convite. A mão dele subiu pelo meu corpo, os dedos encontrando o botão da minha blusa, desabotoando devagar, enquanto a outra seguira pela minha cintura, puxando-me para mais perto.

Alguém pode voltar — avisei, mesmo sabendo que era exatamente isso que tornava tudo mais excitante.

Então a gente tem que ser rápido — respondeu, a voz rouca, a boca encontrando a minha em um beijo urgente, faminto.

Ele me levou até a mesa da cozinha, empurrando-me suavemente para que eu me sentasse na beirada, as pernas se abrindo para ele. As mãos dele deslizaram pelo meu short, encontrando a pele quente, enquanto eu o puxava para mais perto, sentindo a excitação dele pressionada contra mim.

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Você é louca — murmurou, entre um beijo e outro, os dedos explorando sem pressa.

E você adora isso — respondi, as unhas cravando nos ombros dele.

Ele não discutiu. Em vez disso, ajoelhou-se na minha frente, as mãos guiando as minhas pernas para que se abrissem mais, enquanto a boca encontrava o ponto mais sensível, a língua traçando círculos que me fizeram arquear as costas.

Lucas… — gemi, baixinho, sentindo o prazer subir como uma onda.

Shhh — ele sussurrou, sem parar, os dedos agora trabalhando em sincronia com a boca, até que eu não conseguisse mais segurar o gemido.

Quando ele finalmente se levantou, foi para me beijar novamente, o gosto de mim nos lábios dele, enquanto as mãos dele desabotoavam a calça, libertando-se.

Aqui? — perguntei, ofegante, mesmo sabendo que não havia mais volta.

Aqui — confirmou, a voz trêmula, os olhos fixos nos meus enquanto entrava em mim, devagar, como se quisesse saborear cada segundo.

E quando terminamos, ofegantes, os corpos colados, o som da chuva ainda batendo nas janelas, ele sussurrou no meu ouvido:

Isso fica entre a gente.

Conto erótico enviado por Juliana, 24, que descobriu que as melhores transgressões acontecem quando ninguém está olhando — e quando o risco é parte do prazer.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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