Conto erótico: A melodia da pele

Conto erótico: A Melodia da Pele

O bar estava cheio, um murmúrio constante de vozes e copos se chocando. Meu olhar, porém, estava preso a ele. Sentado sozinho no balcão, ele girava um copo de whisky, o líquido âmbar dançando sob a luz fraca. Havia uma melancolia elegante em seu jeito, uma solidão que clamava por uma perturbação. Eu seria essa perturbação.

Aproximei-me devagar, o vestido de seda deslizando sobre minha pele. O assento ao lado dele estava vago, um convite. "Aquele sorriso não combina com o whisky", disse, minha voz um pouco acima do sussurro.

Ele se virou, os olhos, um castanho profundo, me avaliaram com surpresa. Um sorriso lento se formou em seus lábios. "Talvez eu esteja apenas esperando a razão certa para sorrir."

"A razão pode estar bem na sua frente", respondi, deixando meu dedo roçar o braço dele. O calor de sua pele era um choque elétrico. O ar entre nós ficou denso, carregado com uma promessa silenciosa. A conversa fluiu, fácil e perigosa, cada palavra um degrau a mais em um jogo que sabíamos que iria terminar em meu apartamento.

Vinte minutos depois, a chave girava na fechadura. A porta se fechou, bloqueando o mundo exterior. O silêncio do meu apartamento era diferente, mais pesado, mais íntimo. Ele não disse nada. Apenas me puxou para si.

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O primeiro beijo foi tudo o que eu imaginei e mais. Não era tímido. Era possessivo. Suas mãos encontraram meu rosto, os polegares roçando minhas maçãs do rosto enquanto sua língua reivindicava a minha. Era uma dominação que eu ansiava por aceitar. Meus dedos se entrelaçaram em seu cabelo, puxando-o para mais perto, devolvendo o beijo com a mesma fome.

Ele me caminhou para trás, até que minhas costas se chocaram contra a parede fria. Seus lábios se afastaram dos meus, traçando uma linha de fogo pela minha mandíbula, descendo pelo meu pescoço. Cada beijo era uma marca, uma declaração de posse. "Você tem gosto de desejo", sussurrou ele contra minha pele, e um gemido baixo escapou de meus lábios.

Minhas mãos se apoderaram de sua camisa, desabotoando-a com uma urgência que eu não sabia que possuía. A sensação de seu peito quente e firme sob minhas palmas me fez arfar. Ele me ergueu com facilidade, minhas pernas se envolvendo em sua cintura. Cada passo em direção ao quarto foi uma agonia deliciosa, o atrito de nosso corpo roubando meu fôlego.

Ele me deitou na cama, seus olhos queimando com uma intensidade que me consumia. Por um momento, ele apenas me olhou, e me senti completamente exposta, completamente vulnerável. E completamente poderosa. Ele se inclinou, seu peso sobre mim sendo a melhor âncora que eu já senti.

A noite se desenrolou em uma sinfonia de pele suada, gemidos abafados e sussurros obscenos. Foi uma dança selvagem, uma exploração voraz de cada centímetro de nossos corpos. Não havia espaço para pensamentos, apenas para a sensação pura e avassaladora. A sedução havia dado lugar a algo mais primal, mais real. E quando a onda final de prazer me arremessou para o abismo, eu o levei comigo, nossos gritos se misturando no escuro.

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Conto erótico enviado por Marcos.

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Conto erótico: A melodia da pele
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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