
Conto erótico: O jogo da submissão

A sala estava mergulhada em penumbra, apenas as velas tremeluziam sobre a madeira polida. Meu coração batia forte, um ritmo pesado que ecoava no silêncio carregado. Ele estava de joelhos no centro do tapete persa, a postura ereta, mas os olhos baixos. Esperando.
"Cale-se", sussurrei, a voz mais baixa do que eu pretendia, mas carregada de autoridade. A ordem pairou no ar, densa. Ele obedeceu, o único som sendo o sussurro da própria respiração contida. Aquele poder, aquele controle absoluto sobre um homem tão forte, era um afrodisíaco que percorria minhas veias como fogo líquido.
Aproximei-me devagar, os saltos meus sapatos marcando um ritmo suave no piso. Meus dedos roçaram a nuca dele, sentindo o arrepio que percorria sua pele. Ele ansiava por meu toque, por minha direção. Era visível na tensão de seus ombros, na forma como seus músculos se contraíam sob a camisa de seda.
"Olhe para mim", ordenei. Seus olhos se encontraram com os meus. Neles, vi uma mistura de entrega, desejo e um vestígio de desafio que me excitava ainda mais. "Hoje, você não tem vontades. Só as minhas."
Ele assentiu, um movimento quase imperceptível. Com um gesto da mão, indiquei que se despisse. A lentidão de seus movimentos era uma tortura deliciosa. Cada peça de roupa que caía revelava mais da pele que eu ansiava por marcar, possuir. Quando ficou nu, a luz das velas brilhava em seus músculos definidos, uma tela em branco para minha arte.
"Deite-se de costas", determinei, sentando-me na beira da cama. Ele obedeceu sem hesitar, o corpo estirado, uma oferenda. Corri meus dedos pelo seu peito, sentindo os batidas aceleradas de seu coração sob minha palma. Ele estava completamente à minha mercê, e a sensação era inebriante.
Conto erótico: A mulher domme que me conquistou"Você pertence a mim esta noite", declarei, inclinando-me para sussurrar em seu ouvido. "Seu prazer depende de mim. Seu corpo é meu para explorar." Ele engoliu em seco, um gemido baixo escapando de seus lábios. Era o som da rendição total.
Minhas mãos percorreram seu corpo, traçando caminhos de fogo. Evitei o lugar onde mais desejava, prolongando a antecipação, construindo a tensão até se tornar insuportável. Seus gemidos eram mais audíveis agora, pedidos silenciosos por mais. Eu controlava o ritmo, a intensidade, cada sensação.
"Por favor", ele sussurrou, a voz rouca de necessidade.
"Por favor, o quê?", questionei, um sorriso curvando meus lábios.
"Por favor, me deixe sentir... você."
A entrega em sua voz foi meu ponto de ruptura. O jogo estava completo. Ele havia se entregado por completo, e agora era minha vez de recompensar essa submissão. O resto da noite se perdeu em uma névoa de pele suada, gemidos abafados e uma intensidade que nos consumiu. A submissão dele se tornara minha maior fonte de poder, e meu prazer, a sua única realidade.
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Conto erótico: Axé erótico na BahiaConto erótico enviado por Rafael.
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