Conto erótico: Outros fetiches - O prazer oculto

Conto erótico: Outros fetiches - O Prazer das marras Invisíveis

A loja de fantasias era pequena, mas cada peça ali parecia sussurrar promessas. Eu estava entre as prateleiras, fingindo procurar algo específico, quando a vi: uma máscara de couro preto, luvas longas, um chicote fino pendurado ao lado. Não era o que eu buscava, mas meu corpo reagiu como se fosse.

Procura algo em especial? A voz dela veio de trás, suave, mas com um tom que não deixava espaço para mentiras.

Virei. Ela usava um vestido justo, preto, com um decote que desafiava a gravidade. Os lábios, pintados de um vermelho escuro, se curvaram em um sorriso que era metade convite, metade advertência.

Talvez — respondi, sentindo o calor subir pelo pescoço. — Algo que eu ainda não saiba que preciso.

Ela se aproximou, o cheiro de baunilha e algo mais intenso — couro, talvez — envolvendo-me. Um dedo enluvado deslizou pelo meu braço, do cotovelo até o pulso, onde a pele é mais sensível.

Todo mundo tem um fetiche — sussurrou, a boca tão perto do meu ouvido que senti o hálito quente. — Alguns só não descobriram ainda.

Não resisti. Não queria.

Ela me levou para o fundo da loja, onde a luz era mais fraca, as sombras mais longas. Tirou uma venda de seda da prateleira, passou-a entre os dedos como se testasse a textura.

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Feche os olhos — ordenou.

Obedeci. O tecido macio encostou na minha pele, e o mundo ficou escuro. Ouvi o som de um zíper, depois o farfalhar de tecido caindo no chão. Os dedos dela, agora nus, traçaram um caminho pela minha barriga, subindo, descendo, até encontrarem o botão da minha calça.

Você gosta de não saber o que vem a seguir? A voz dela era um rosnado baixo, quase um growl.

Sim — admiti, a respiração acelerada.

Bom garoto — ela murmurou, e senti os lábios dela no meu pescoço, os dentes mordiscando leve. — Porque eu adoro surpresas.

Quando a mão dela finalmente me tocou, não foi com pressa. Foi com precisão. Cada movimento era calculado, cada suspiro meu, uma confirmação de que ela estava no controle.

E quando ela retirou a venda, não era mais uma loja.

Era um mundo novo.

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Conto erótico enviado por Sofia, 31, que acredita que o verdadeiro prazer está em explorar — e em ser explorada.

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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