
Conto erótico: O traço do desejo

O cheiro de tinta a óleo e turpentina enchia o ar do seu estúdio, um perfume que se tornara sinônimo de desejo para mim. Ele estava diante de uma tela em branco, um lápis de carvão entre os dedos longos e manchados. "Hoje, você é minha musa", disse ele, sem se virar. "Mas não para pintar. Para desenhar."
Meu corpo reagiu, um calor se espalhando por baixo do robe de seda que eu usava. "Desenhar?", perguntei, a voz um pouco instável.
Ele finalmente se virou, seus olhos percorrendo-me com a intensidade de um artista que vê forma e cor, não apenas uma pessoa. "Sim. Quero capturar cada curva, cada sombra. Quero te conhecer com as minhas mãos de uma forma diferente."
Ele indicou um divã no centro do estúdio, coberto com um lençol branco e impecável. "Deite-se. De costas." A ordem foi suave, mas inegável. Eu obedeci, o tecido frio contra minha pele quente. Ele aproximou uma cadeira, sentando-se ao meu lado, não com um bloco de desenho, mas com as mãos vazias.
"Feche os olhos", ele sussurrou. "Apenas sinta."
Seus dedos tocaram meu rosto, o traço leve do carvão que ainda restava nele deixando uma marca cinzenta em minha bochecha. Não era um toque de carinho, era um estudo. Ele traçou a linha da minha mandíbula, o formato dos meus lábios, a curva das minhas sobrancelhas. Cada movimento era preciso, deliberado. "Aqui", ele murmurou, "temos um ângulo perfeito."
Suas mãos desceram pelo meu pescoço, parando na base da minha garganta. Eu podia sentir o pulso dele, rápido e forte, contra minha pele. Ele deslizou pelos meus ombros, contornando a forma dos meus ossos. "A estrutura é forte. Delicada, mas forte."
Conto erótico: Jogo - As regras do desejoEle abriu meu robe com a mesma lentidão, expondo meu torso à luz fria do estúdio. Seus olhos se fixaram em meus seios, não com luxúria, mas com uma apreciação estética. Ele não os tocou. Apenas desenhou o contorno com o olhar. "Perfeitos", declarou. "Como duas colinas simétricas."
Então, suas mãos voltaram ao meu corpo. Ele não usou mais o carvão. Usou as unhas. Traçou linhas finas e vermelhas ao redor dos meus mamilos, que se endureceram sob a estimulação. O ato era estranhamente íntimo, uma mistura de dor e prazer visual. "Agora eles têm cor", ele disse, satisfeito.
Seu focho se moveu para baixo, para a planície da minha barriga. Seus dedos desenharam círculos em volta do meu umbigo, antes de descerem, descerem, até a linha do meu cabelo. Ele parou, e eu prendi a respiração. "Aqui", ele sussurrou, "é onde o desenho ganha vida."
Ele se ajoelhou no chão, seus ombros empurrando minhas coxas para abrir. Seus dedos, agora limpos, se separaram, desenhando a forma de mim. Ele me explorou como um cartógrafo mapeando um território desconhecido. Cada toque era uma linha, cada carícia uma sombra. Eu me contorcia sob seu exame detalhado, meu corpo se tornando a obra de arte dele.
Quando sua língua tocou meu clitóris, foi como ele ter adicionado a cor final à sua obra-prima. O clímax que se seguiu foi violento, colorido, abstrato. Eu gritei, meu corpo arqueando, um pincel solto em sua mão.
Ele se afastou, olhando para mim, ofegante e marcada. O desenho não estava no papel. Estava em mim. Nas linhas cinzentas do carvão, nos riscos vermelhos das unhas, no brilho do suor e do prazer. "Agora sim", ele disse, a voz rouca de admiração. "Agora está completo."
Conto erótico enviado por Juliana.
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