Conto erótico: O toque proibido no balcão

Conto erótico: O toque proibido no balcão

A loja de sapatos ficava no centro da cidade, um daqueles lugares onde o cheiro de couro novo se misturava ao perfume das clientes. Eu trabalhava ali há três meses, e ela apareceu numa tarde de sexta-feira, quando o movimento já diminuía.

Não devia ter mais que dezenove anos, cabelos castanhos presos num rabo de cavalo desleixado, a blusa justa marcando curvas que pareciam feitas para ser admiradas. Mas foram os pés que me chamaram atenção: pequenos, delicados, com unhas pintadas de um vermelho que contrastava com a pele clara.

— Preciso de um sapato para uma festa — disse, apoiando os cotovelos no balcão. O decote da blusa se abriu um pouco, e eu senti o calor subir pelo meu pescoço.

— Algum modelo em mente? — perguntei, tentando manter a voz firme enquanto meus olhos desciam, involuntários, para os seus pés descalços. Os dedos se mexiam, como se estivessem ansiosos pelo toque do couro.

— Algo que… combine comigo — respondeu, mordendo o lábio inferior. O gesto foi tão natural que quase me fez esquecer que estávamos em público.

A loja estava vazia. Só nós dois, o ar-condicionado ligado, e o som da rua abafado pelas vitrines. Quando me agachei para buscar uma caixa no armário baixo, senti seus olhos em mim. A saia curta subiu um pouco, e eu vi a pele macia das coxas, quase tocando o tecido. Respirei fundo.

— Experimente este — falei, entregando um scarpin preto de salto fino. Ela sentou no banco de provas, e eu me ajoelhei à sua frente, segurando o calçado. Nossos dedos se roçaram quando ela enfiou o pé, e o contato foi como uma faísca.

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— Aperta aqui? — perguntou, apontando para o tornozelo. Eu não resisti. Passei o polegar sobre a pele, sentindo a pulsação acelerada. Ela não se afastou.

— Não — respondi, a voz mais rouca. — Está perfeito.

O silêncio que se seguiu foi carregado. Ela cruzou as pernas, e o salto ficou pendurado no dedo do pé, balançando levemente. Eu sabia que deveria me levantar, mas fiquei ali, hipnotizado pelo movimento.

— Você gosta do que vê? — sussurrou, inclinando-se para frente. O cheiro do perfume dela invadiu meus sentidos.

Não respondi com palavras. Em vez disso, deslizei a mão pela panturrilha, subindo devagar, até sentir o calor entre as coxas. Ela soltou um suspiro, e o salto caiu no chão com um estalo seco.

— Acho que vou levar — disse, enquanto meus dedos encontravam o que tanto desejavam.

Conto erótico enviado por Lucas M.

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Suellen Gomes

Suellen Gomes é pesquisadora e criadora de conteúdo voltada para o universo da sensualidade, bem-estar sexual e autoestima. À frente do Fetiche em pé, trabalha na desmistificação de fetiches e fantasias, promovendo um diálogo seguro, consensual e informativo sobre a liberdade de expressão corporal. Sua missão é empoderar pessoas através do conhecimento e do respeito aos próprios desejos.

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