Conto erótico: O toque proibido – Desejo, tensão e o dedinho que acendeu o fogo

Conto erótico: O toque proibido – Desejo, tensão e o dedinho que acendeu o fogo

A sala estava quase vazia, só a luz amarela da luminária de mesa iluminava os papéis espalhados sobre a escrivaninha. Era tarde, e o silêncio só era quebrado pelo som da chuva batendo contra a janela. Eu estava ali há horas, revisando relatórios, mas minha concentração tinha se esvaído no momento em que ela entrou.

Larissa não era apenas minha colega de trabalho. Era a mulher que, nos últimos meses, tinha povoado meus sonhos com um desejo tão intenso que me deixava acordado à noite, suando entre os lençóis. Ela usava um vestido preto, justo o suficiente para marcar as curvas que eu já conhecia de memória, mesmo sem nunca tê-las tocado.

O tecido colava levemente em seus seios quando ela se aproximou, e o cheiro de seu perfume — algo cítrico, fresco, com um toque de baunilha — invadiu meu espaço.

— Você ainda está aqui? — perguntou, apoiando as mãos na mesa, tão perto que eu podia ver as veias finas em seus pulsos, a pele macia que eu imaginava quente ao toque.

— Não consegui terminar — respondi, a voz mais rouca do que o normal. — Mas agora, com você aqui, vai ser ainda mais difícil.

Ela sorriu, um gesto lento, deliberado, como se soubesse exatamente o efeito que causava em mim. Os lábios pintados de um vermelho escuro, úmidos, como se tivesse acabado de mordê-los. Eu não resisti. Estendi a mão e passei o dedo indicador sobre o dorso da dela, um toque leve, quase casual, mas carregado de intenção.

— Claudio — sussurrou, mas não se afastou.

Era tudo o que eu precisava. Meus dedos deslizaram para cima, traçando o caminho até seu pulso, onde a pele era mais fina, mais sensível. Ela arfou, quase imperceptível, mas eu ouvi. E senti. O calor do corpo dela parecia queimar através da minha camisa.

— A porta está trancada — falei, baixinho, enquanto meu polegar fazia círculos lentos na parte interna de seu braço. — Ninguém vai nos interromper.

Larissa não respondeu com palavras. Em vez disso, inclinou o corpo para frente, reduzindo a distância entre nós a quase nada. Seu hálito quente roçou meu rosto quando ela murmurou:

— Você sabe que não deveria.

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— Eu sei — admiti, mas minha outra mão já subia pela coxa dela, encontrando a borda do vestido. — Mas não consigo parar de pensar nisso. Em como seria sentir você.

Ela gemeu quando meus dedos encontraram a pele nua acima da meia-calça. O toque era elétrico, um choque que percorreu os dois. Eu não tinha pressa. Queria saborear cada segundo, cada suspiro, cada tremor que arrancava dela.

— E se alguém entrar? — perguntou, mas suas pernas se abriram um pouco mais, um convite silencioso.

— Então vamos fazer valer cada segundo — respondi, enquanto meu dedo indicador deslizava mais para cima, roçando a renda da calcinha.

Ela estava molhada. Eu senti através do tecido, e isso me deixou louco. Minha boca encontrou a dela em um beijo voraz, minha língua invadindo, dominando, enquanto meus dedos finalmente ultrapassavam a barreira da renda. O primeiro toque direto arrancou um gemido abafado de Larissa, suas unhas cravando em meus ombros.

— Claudio, por favor — implorou, mas não era para parar. Era para continuar. Para não ter piedade.

E eu não tive.

Meus dedos exploraram cada dobra, cada curva úmida, enquanto ela se contorcia contra a mesa, os papéis caindo no chão sem que ninguém ligasse. O mundo tinha se reduzido àquele momento, àquela tensão, àquele fogo que ardia entre nós. Quando ela gozou, foi com meu nome nos lábios, um sussurro rouco que ecoou na sala vazia.

Depois, quando a respiração dela voltou ao normal e a chuva continuava a cair lá fora, Larissa me olhou com um sorriso preguiçoso, os lábios inchados, os olhos brilhando.

— Acho que amanhã vou ter que trabalhar em casa — disse, ajustando o vestido. — Não consigo imaginar como vou olhar para você sem lembrar disso.

Eu sorri, sabendo que ela estava certa. Mas também sabendo que, depois daquele toque, nada seria igual.

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Conto erótico enviado por Marcos V.

Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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