
Conto erótico: O sabor da prova

O bar era um caos aconchegante, mas o único som que eu ouvia era a batida do meu próprio coração. A mão de Lucas apertava a minha por baixo da mesa, seus dedos entrelaçados nos meus com uma força que era ao mesmo vez pergunta e resposta.
Do outro lado, Marco observava tudo com um sorriso tranquilo, seus olhos escuros percorrendo-me de cima a baixo com uma intensidade que fazia meu estômago embrulhar de antecipação.
Eu sabia o que estava por vir. Tínhamos combinado tudo. Conversado, estabelecido limites, acendido o pavio de um desejo que agora consumia a todos nós. Lucas, meu marido, amava a ideia de me ver desejada por outro. E eu… eu amava a ideia de ser o centro desse fogo controlado.
— Vou ao banheiro — Lucas sussurrou no meu ouvido, seu hálito quente contra a minha pele. — Fica com o Marco. Conversem.
Ele se levantou, e seu toque se desfez como um último fio de segurança. Fiquei sozinha com Marco. O ar ficou denso, carregado de uma eletricidade quase palpável.
— Ele falou muito sobre você — a voz de Marco era um baixo sedoso, arrastando-se sobre mim. — Mas as palavras não te fazem justiça, Sofia.
Seu olhar era físico, um toque que eu sentia na nuca, no decote do meu vestido, na parte interna das minhas coxas. Eu me senti nua sob aquele exame, e a sensação era intoxicante.
— O que ele disse? — perguntei, minha voz um fio mais rouco do que o normal.
— Disse que você é fogosa. Que adora ser o centro das atenções. — Ele inclinou-se para a frente, os braços apoiados na mesa. O cheiro dele, um amadeirado limpo e masculino, invadiu meus sentidos. — E disse que você gosta de… provas.
Um calafrio percorreu minha espinha. Era isso. A palavra-chave. O sinal de que o jogo tinha começado de verdade. Quando Lucas voltou, ele se sentou um pouco afastado, como um espectador na sua própria peça. Seu rosto estava sério, mas seus olhos brilhavam com uma chapa de excitação contida.
Marco não perdeu tempo. Sua mão, grande e quente, encontrou a minha perna sob a mesa. Seus dedos deslizaram pela minha meia-calça, um contraste de texturas que me fez suspirar. Ele não tinha pressa. Traçou círculos lentos no meu joelho, depois subiu, centímetro por centímetro, até a minha coxa.
Cada músculo do meu corpo estava tenso, cada nervo alerta. Eu olhei para Lucas. Ele observava, imóvel, sua mão cerrada em torno do copo. Aquele olhar de entrega total, de desejo misturado com uma ponta de ciúme que só alimentava o fogo, era o afrodisíaco mais potente que eu já experimentara.
— Ela está tremendo — Marco comentou, sua voz um rosnado baixo apenas para nós. Sua mão pressionou a parte interna da minha coxa, e eu involuntariamente as separei um pouco mais, um convite silencioso e úmido.
Conto erótico: A centelha do ciúmeLucas apenas anuiu, engolindo seco.
A mão de Marco finalmente encontrou o centro de mim, através do tecido molhado da minha calcinha. Um gemido baixo escapou dos meus lábios. Ele pressionou a palma da mão contra mim, e a fricção foi quase insuportavelmente boa.
Meus olhos se fecharam. Eu estava completamente exposta, entregue, e a sensação de ser observada, de ter o meu prazer encenado para o meu próprio marido, era avassaladora.
— Ela está encharcada, Lucas — Marco disse, sua voz carregada de posse triunfante. — Toda essa humidade é por sua causa? Por nos ver assim?
Lucas balançou a cabeça, sem conseguir formar palavras.
Marco então fez o movimento mais ousado. Ele tirou a mão de dentro do meu vestido e, com os dedos brilhando com a minha própria umidade, levou-os à boca de Lucas.
— Prova — ele ordenou, suave, mas inquestionável.
O momento congelou. A respiração de Lucas falhou. Ele olhou para mim, meus olhos suplicando, implorando que ele completasse o ritual. E então, ele fechou os olhos e aceitou os dedos de Marco em sua boca, provando o meu desejo, o nosso desejo.
Foi o clímax mais estranho e intenso da minha vida. Não precisei de penetração, nem de orgasmo naquele instante. Aquele ato de submissão compartilhada, de humilhação transformada em êxtase puro, foi mais potente que qualquer contração física.
A barreira entre nós três desmoronou, não em cinzas, mas em um novo território de prazer.
Mais tarde, em casa, com o cheiro de Marco ainda na minha pele, Lucas me tomou com uma fúria e uma paixão que há muito não víamos. E eu recebi cada investida, cada beijo, cada mordida, sabendo que aquela noite não era sobre substituição.
Era sobre adição. Era sobre o sabor proibido e doce da prova, e sobre o laço indestrutível que se forma quando se tem a coragem de explorar os cantos mais sombrios e quentes do desejo a dois.
Conto erótico enviado por Sofia boca de veludo.
Conto erótico: A centelha do ciúme
Conto erótico: A prima sem vergonha que me dominouEspero que tenha curtido o conteúdo sobre:
Conto erótico: O sabor da prova
Em Contos eróticos temos diversos artigos sobre este tema. Recomendo :)
Go up







Deixe um comentário