
Conto erótico: O ritmo do berimbau

O sol se punha sobre o terreiro de capoeira, pintando o céu de tons alaranjados enquanto o som dos berimbaus ainda ecoava no ar. Eu, Ana Clara, observava os últimos movimentos da roda, o corpo suado, a respiração ainda acelerada.
Foi quando ele se aproximou: João, o mestre da roda, com o torso nu brilhando de suor, os músculos definidos se movendo com uma graça que só quem domina a capoeira possui. O short branco, colado ao corpo, não deixava dúvidas sobre o que escondia.
— Gostou da roda? — perguntou, a voz grave, os olhos escuros fixos nos meus.
— Adorei — respondi, sentindo o calor subir pelo pescoço. — Você é incrível.
Ele sorriu, um sorriso lento e malicioso, enquanto se aproximava ainda mais. O cheiro de suor e algo cítrico, provavelmente do banho que havia tomado antes da roda, invadia meus sentidos.
— Mas a roda acabou — disse, os dedos roçando levemente no meu braço. — Agora é hora de mostrar outras habilidades.
Não precisei de mais convite. Segui-o até um canto mais reservado do terreiro, onde a sombra das árvores nos escondia dos olhares. João não perdeu tempo. Encostou-me contra a parede de madeira, o corpo quente pressionado no meu, enquanto as mãos exploravam cada curva. O toque dele era possessivo, como se já soubesse exatamente o que eu queria.
— Você tá tremendo — sussurrou, a boca colada no meu ouvido, enquanto os dedos deslizavam pela minha cintura, descendo até a borda do meu short.
— É você que me faz assim — respondi, ofegante, enquanto ele puxava o tecido para baixo, revelando a calcinha molhada.
João não teve piedade. Com um movimento rápido, arrancou a calcinha, os dedos encontrando meu sexo com uma precisão que me deixou sem fôlego. Quando enfiou dois dedos dentro de mim, soltei um gemido, as unhas cravando nos ombros dele.
Conto erótico: A arte do prazer— Assim, João... não para — implorei, sentindo o prazer crescer dentro de mim como uma onda.
Ele obedeceu, intensificando os movimentos, enquanto a outra mão apertava meu seio, o polegar roçando o mamilo através do tecido do top. Não demorou para que eu gozasse, o corpo tremendo, os gemidos abafados pelo beijo urgente dele.
Mas João não tinha terminado. Com um movimento rápido, abaixou o short, revelando o que havia prometido: um berimbau impressionante, duro e pronto. Antes que eu pudesse reagir, ele me virou de costas, empurrando-me suavemente para frente, enquanto se posicionava atrás de mim.
— Agora você vai sentir o ritmo de verdade — rosnou, enquanto me penetrava com uma força que me fez gritar.
Cada investida era profunda, intensa, como se ele quisesse marcar meu corpo com o ritmo da capoeira. As mãos dele apertavam minha cintura, guiando cada movimento, enquanto eu me deixava levar pelo prazer, os gemidos se misturando ao som distante dos berimbaus.
Quando gozei de novo, foi com o corpo dele colado no meu, a respiração ofegante, o suor misturando nossas peles. João soltou um rosnado gutural, liberando-se dentro de mim, como se quisesse me preencher completamente.
Ficamos ali, imóveis, enquanto o mundo ao redor parecia parar. João se virou, o sorriso malicioso ainda nos lábios, e me puxou para outro beijo, como se soubesse que aquela noite seria só o começo.
— Acho que você vai querer voltar pra roda amanhã — disse, enquanto ajustava meu short.
E eu soube que ele tinha razão.
Conto erótico enviado por M. Santos, 29, Bahia.
Conto erótico: A arte do prazer
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