
Conto erótico: O preço do silêncio

O e-mail chegou sem aviso, uma notificação silenciosa em meio ao barulho do meu escritório. O remetente era desconhecido. O assunto, uma única palavra: "Prova". Meu coração gelou quando abri o anexo. Era uma foto. Nítida. Incriminadora. Eu e ele, na sala de reuniões depois do expediente, a imagem capturava um momento de pura indiscrição.
Meu telefone tocou. O número era privado. Atendi com a mão trêmula. "Agora você viu", disse a voz do outro lado da linha. Era Clara, a estagiária silenciosa que sempre parecia estar no lugar certo, na hora errada. "O que você quer?", perguntei, minha voz um fio tenso. "Quero você. Hoje. À noite. No seu apartamento. Ou amanhã, toda a empresa verá o que você faz depois do trabalho."
Não havia negociação. A chantagem era perfeita em sua simplicidade e crueldade. O poder havia mudado de mãos. Eu, o diretor, agora era o marionete.
Às oito da noite, a campainha tocou. Abri a porta. Clara estava lá, não mais a estagiária tímida, mas uma predadora. Vestia um casaco de couro que mal chegava aos joelhos, e seus olhos brilhavam com um fogo que eu nunca tinha notado. Ela entrou sem ser convidada, seu perfume invadindo meu espaço.
"Deixe-se de cerimônias", disse ela, tirando o casco e o jogando sobre o sofá. Por baixo, usava apenas lingerie preta de renda. Meu corpo reagiu instantaneamente, uma traição contra minha mente em pânico. "De joelhos", ordenou, a voz firme, sem hesitação.
Eu a obedeci. O carpete era áspero contra meus joelhos. Ela se aproximou, seus dedos se enroscando em meu cabelo, puxando minha cabeça para trás. O ato era de dominação absoluta. "Você gosta de mandar, não é? De estar no controle", sussurrou ela, seu rosto a poucos centímetros do meu. "Hoje, as regras são minhas."
Conto erótico: Corno - O prazer de verSeu beijo foi brutal, uma mordida que me fez gemer de dor e prazer. Suas mãos desabotoaram minha camisa, as unhas roçando meu peito, deixando vermelhões que ardiam. Cada toque era uma reivindicação, cada marca uma lembrança de quem estava no comando. "Você não vai esquecer essa noite", ela prometeu.
Ela me fez despir, seus olhos devorando meu corpo com uma fome que me assustava e excitava. Me levou até o meu quarto, o lugar mais íntimo da minha casa, e o transformou em seu território. Na cama, ela me prendeu, suas coxas fortes segurando meus pulsos acima da cabeça.
O que se seguiu foi uma tortura deliciosa. Ela explorou meu corpo com uma expertise que me deixou sem fôlego, levando-me ao limite repetidamente, apenas para recuar no último segundo. Meus pedidos eram inúteis, apenas serviam para alimentar seu sorriso vitorioso. "Por favor, Clara", eu supliquei, a voz rouca.
"Agora sim", ela sussurrou, finalmente se movendo para me satisfazer. A liberação foi avassaladora, uma onda de prazer tão intensa que meus olhos se fecharam. Quando a abri, ela estava de pé, se vestendo lentamente, a expressão satisfeita.
"Apague as fotos", disse eu, a voz fraca. Ela olhou para mim por cima do ombro, um sorriso enigmático nos lábios. "Talvez eu mantenha. Como lembrança." E saiu, deixando-me sozinho, exausto e completamente possuído. A chantagem havia terminado, mas seu domínio sobre mim mal havia começado.
Conto erótico enviado por Ricardo.
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