
Conto erótico: O grupo secreto do Telegram

O celular vibrou de novo, um zumbido insistente e promissor contra a mesa de cabeceira. A luz da tela cortou a escuridão do meu quarto, iluminando um sorriso que eu não conseguia conter. Era o grupo. “Sussurros Noturnos”. Um lugar secreto no Telegram onde apenas alguns sortudos trocavam não apenas palavras, mas promessas.
Eu, uma mulher crescida, feita e formada, me sentia como uma adolescente descobrindo o próprio corpo. Tudo por causa dele. Caleb. Seu nome no app era apenas um “C”, mas suas mensagens eram qualquer coisa, menos discretas. Ele não escrevia; ele insinuava. Não descrevia; ele evocava.
Naquela noite, a mensagem dele veio direta, privada, queimando através da tela:
C: Estou imaginando você agora. Deitada. A luz do celular iluminando a curva do seu pescoço, a seda do seu roupão escorregando um pouco pelo ombro.
Meu corpo reagiu antes mesmo que minha mente pudesse processar. Um calafrio percorreu minha espinha. Eu me encostei mais nas almofadas, puxando o cobertor.
Eu: E se eu disser que você está certo? Que a seda está escorregando… mas não pelo ombro.
Houve uma pausa. A elipse pulsante apareceu, sumiu, e então a resposta veio.
C: Então eu quero que você deslize a mão por baixo do tecido. Devagar. Sinta a diferença entre a seda fria e a sua pele quente. Conte para mim.
E eu contei. Com palavras hesitantes no início, depois com uma coragem que brotava de um lugar adormecido em mim. Descrevi o toque dos meus dedos no meu ventre, o arrepio que seguiu o caminho até o meu seio, como o mamilo endureceu contra a palma da minha mão. Ele guiava, sussurrando através das mensagens, um maestro da distância.
C: Agora imagina que é a minha mão. Mais áspera. Você sente as pontas dos meus dedos traçando círculos lentos na sua cintura, subindo… sempre subindo.
Um gemido escapou dos meus lábios. O quarto estava silencioso, mas as palavras dele preenchiam o espaço com um ruído ensurdecedor de desejo. Era um jogo, uma dança de tensão crescente. Cada mensagem era um fio puxado, desfazendo o meu controle.
Eu: Eu preciso te ver.
A resposta foi instantânea.
C: Sua casa. Em 20 minutos. Se a porta estiver aberta, eu entro. Se estiver trancada, eu vou embora. A decisão é sua.
Conto erótico: O jogo dos sussurrosMeu coração parou. Era real. A fantasia estava prestes a cruzar a linha tênue para a realidade. Saltei da cama, minhas pernas trêmulas. Corri pelo corredor, verifiquei a fechadura. Voltei, olhei-me no espelho. Olhos vidrados, pele corada. Era o rosto de uma mulher prestes a se entregar.
Os vinte minutos se arrastaram como séculos. E então, o som do carro. Portas fechando. Passos na calçada. Meu peito apertou. A decisão era minha. E eu já a tinha tomado há muito tempo.
Deixei a porta destrancada e me apoiei na ombreira, esperando.
A maçaneta girou. A porta se abriu suavemente. E ele estava lá. Era mais alto do que eu imaginava, com ombros largos e um olhar intenso que me atravessou na penumbra. Ele não sorriu. Apenas fechou a porta atrás de si e travou a fechadura. O clique ecoou como um ponto final em toda a minha hesitação.
“Luana,” ele disse, minha nome saindo como um suspiro rouco de sua boca.
Não houve mais necessidade de palavras. Em dois passos, ele estava diante de mim. Sua mão, aquela que eu tinha imaginado tão vividamente, encontrou meu rosto. Seus dedos eram, de fato, mais ásperos, e o contato foi um choque delicioso. Ele inclinou minha cabeça para trás e seus lábios encontraram os meus com uma urgência que me tirou o fôlego.
Não era um beijo de cortesia. Era uma posse. Sua língua invadiu minha boca, saboreando, exigindo. Minhas mãos se enterraram em seus cabelos, puxando-o para mais perto. A tensão de semanas, de mensagens e fantasias, explodiu naquele corredor.
Ele me levantou com facilidade, minhas pernas envolvendo sua cintura instintivamente, e me carregou de volta para o quarto. A luz do celular ainda piscava, a última testemunha do nosso jogo. Ele me deitou na cama, seu corpo pesado e quente sobre o meu, e pela primeira vez, não havia tela entre nós.
“Agora,” ele sussurrou, seus lábios percorrendo a linha da minha mandíbula, “vou fazer tudo que escrevi. E muito mais.”
E fez. Cada promessa digital foi cumprida na carne. Sua boca onde meus dedos tinham estado, suas mãos mapeando cada centímetro que tinha sido descrito. A fantasia era boa, mas a realidade era uma conflagração. Cada toque, cada gemido, cada arranhão nas suas costas era real. Era quente, intenso e profundamente humano.
Quando o clímax nos atingiu, foi como a quebra de uma barreira que já estava frágil há tempos. Um tremor que nasceu da alma e explodiu em ondas de puro prazer físico. Ele gritou meu nome, e eu gritei o dele, ancorando-nos naquele momento, tornando-o real.
Ele desabou ao meu lado, ofegante. O quarto estava em silêncio novamente, mas agora preenchido com o som da nossa respiração sincronizada. Ele virou o rosto para mim, e pela primeira vez, vi um sorriso genuíno em seus lábios.
“Amanhã,” ele disse, sua voz um roçar áspero e gostoso no meu ouvido, “vou te enviar uma mensagem. E vamos começar de novo.”
Meu corpo ainda tremia, mas meu sorriso foi de pura e doce antecipação. A noite tinha acabado, mas o grupo secreto… o grupo secreto estava apenas começando.
Conto erótico: O jogo dos sussurros
Conto erótico: A pronúncia do desejoConto erótico enviado por Luana safadinha.
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