Conto erótico: O espelho do meu desejo

Conto erótico: O espelho do meu desejo

A luz da tarde entrava pelas janelas, pintando retângulos dourados no assoalho. Eu estava na cama, e ele, Leo, sentado na cadeira, apenas me observando. Não havia pressa. Não havia ansiedade. Havia apenas a certeza do nosso consentimento, um acordo silencioso de que aquele tempo era nosso para explorar.

"O que você quer?" Ele perguntou, a voz calma, mas carregada de intenção.

Eu sorri. "Quero que você me veja. De verdade."

Ele se levantou, mas não veio para a cama. Aproximou-se da janela, de costas para mim, e depois se virou. Seus olhos percorreram meu corpo, não com a fome de um predador, mas com a apreciação de um amante. Ele via minhas curvas, minhas imperfeições, a forma como minha pele brilhava com o suor leve da expectativa.

"Você é linda," disse ele, e a frase não soou como um clichê. Soou como uma descoberta.

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Ele se ajoelhou na beira da cama, e seus dedos tocaram meu joelho. O toque foi leve, uma pergunta. Eu respondi abrindo as pernas, um convite. Ele não foi diretamente para onde o calor pedia. Em vez disso, seus lábios beijaram a parte interna da minha coxa, uma trilha de beijos molhados e lentos que me fizeram arfar. Cada beijo era uma declaração, uma forma de dizer que meu prazer era o mapa, e ele estava disposto a seguir cada rota.

Quando sua boca finalmente chegou ao meu centro, foi como uma revelação. Ele não estava apenas me dando prazer; ele estava em comunhão com ele. Sua língua não agia com pressa, mas com uma curiosidade devota. Ele explorava, testava, aprendia os ritmos do meu corpo. Eu não era um objeto a ser consumido; eu era o próprio altar, e ele, um adorador.

Eu guiei seus cabelos, não para controlar, mas para conectar. Nossos olhos se encontraram por um instante, e naquele olhar havia um universo de respeito mútuo. Ele viu meu poder, e eu vi a sua entrega. O clímax não foi uma explosão, mas uma onda longa e profunda que me levou, me dissolveu e me trouxe de volta, renovada.

Depois, ele se deitou ao meu lado. Não pediu nada em troca. Apenas me abraçou, sentindo meu corpo ainda tremor. O silêncio que se seguiu era confortável, preenchido com a gratidão de um encontro onde ambos fomos vistos, ouvidos e completamente satisfeitos. Não era sobre ele ou sobre mim, era sobre o "nós" que construímos naquele quarto, um espaço seguro onde o desejo era livre e o prazer, uma política de igualdade.

Conto erótico enviado por Lucas e Clara.

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Espero que tenha curtido o conteúdo sobre:
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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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