Conto erótico: O cowboy e a noite no sertão

Conto erótico: O cowboy e a noite no sertão

O sol já tinha se posto quando ele chegou ao bar. Não era a primeira vez que eu o via, mas naquela noite algo era diferente. O chapéu de couro batido, as botas sujas de terra, o jeito como os músculos se moviam por baixo da camisa xadrez colada ao corpo.

Era o cowboy novo da região, e todo mundo falava dele. Eu só queria sentir.

Ele se sentou ao balcão, os olhos verdes encontrando os meus no reflexo do espelho atrás das garrafas. Não sorriu. Não precisava. O silêncio entre nós já era um convite.

— Você sempre fica até tarde, menina? — perguntou, a voz rouca, o sotaque nordestino arrastando as palavras de um jeito que me fez apertar as coxas.

— Só quando tem motivo — respondi, secando um copo com mais força do que o necessário, os dedos tremendo levemente.

Ele não disse mais nada. Só me olhou, aquele olhar que parecia despir cada centímetro de mim. Quando fechamos o bar, ele estava lá fora, encostado no muro, o cigarro aceso iluminando os traços duros do rosto.

— Precisa de uma carona? — perguntou, a fumaça saindo entre os lábios.

Eu sabia que não era só uma carona. E era exatamente isso que eu queria.

A caminhonete rangeu no caminho de terra, o farol fraco iluminando a estrada vazia. Suas mãos no volante eram fortes, as veias saltadas, e eu não conseguia tirar os olhos delas. Quando parou no meio do nada, o coração disparou.

— A gente podia continuar esse papo aqui — disse, desligando o motor, o silêncio da noite envolvendo a gente.

Não esperei. Saí do carro antes que ele terminasse a frase, o corpo já antecipando o toque dele. Quando suas mãos me puxaram, foi com uma urgência que me deixou sem ar. O beijo não foi doce. Foi quente, úmido, a língua dele explorando a minha boca como se quisesse provar cada canto.

— Você é ainda mais gostosa do que eu imaginava — sussurrou, os dedos descendo pelo meu corpo, parando na barra da minha saia curta.

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Eu não respondi. Não conseguia. Suas mãos já estavam debaixo do tecido, a pele áspera dos dedos contrastando com a maciez das minhas coxas. Quando me levantou, sentindo o capô quente da caminhonete nas minhas costas, soube que não ia ter volta.

— Eu quero você agora — falei, as unhas afundando nos ombros dele, o cheiro de terra, suor e couro me deixando louca.

Ele não precisou de mais convite. A saia subiu, a calcinha foi arrancada com um movimento rápido, e quando ele entrou em mim, foi com uma força que me fez gritar. Cada investida era profunda, possessiva, como se quisesse me marcar para sempre.

— Isso mesmo, gatinha — rosnou, os quadris batendo contra os meus, o som úmido dos nossos corpos se encontrando ecoando na noite. — Grita pra todo mundo ouvir.

Não tinha como segurar. Cada movimento dele me levava mais perto do limite, cada palavra suja sussurrada no meu ouvido me fazia tremer. Quando cheguei ao clímax, foi com as unhas arranhando as costas dele, o corpo tremendo, as ondas de prazer me deixando sem forças.

Ele não parou. Continuou, cada vez mais rápido, até que também se deixou levar, com um gemido gutural, o corpo tenso contra o meu.

Caímos no banco da caminhonete, suados, ofegantes, os corpos ainda colados.

— Acho que você me arruinou — falei, a voz trêmula, enquanto seus dedos brincavam com os meus cabelos.

Ele riu, aquele riso baixo e rouco, e me puxou para perto.

— Era isso que eu queria, menina.

E eu soube que ele tinha razão.

Conto erótico enviado por Ana Beatriz.

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Suellen Gomes

Apaixonada pelo universo dos fetiches e pela liberdade de expressão sensual, dedico meu espaço no Fetiche em Pé a explorar desejos, fantasias e experiências que valorizam o corpo, a autoestima e o prazer consensual.

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