
Conto erótico: O calor da multidão

A música pulsava, uma batida pesada que vibrava no chão e subia pelos meus pés. O clube estava lotado, um mar de corpos suados se movendo sob luzes estroboscópicas. Ele estava atrás de mim, seu corpo colado ao meu, uma âncora quente no meio da balbúrdia. Seus braços me cercavam, protetores e possessivos.
"Sente isso?", ele sussurrou em meu ouvido, a voz um sopro baixo que cortou o barulho. "Todo esse mundo se movendo, e só nós existimos." Seus lábios roçaram meu pescoço, e um arrepio percorreu minha espinha, ignorando o calor sufocante do ambiente. Suas mãos repousavam em minha cintura, polegares esfregando círculos lentos sobre o tecido do meu vestido, bem acima dos meus quadris.
A dança era uma desculpa, uma premissa para o que realmente estávamos fazendo. Cada movimento era um convite, cada roçar uma promessa. Sua mão deslizou lentamente do meu quadril para a barriga, os dedos espalhando um calor que parecia queimar através da fina camada de seda. Meu coração acelerou, batendo em ritmo com a música e com o pulsar entre minhas pernas.
"Eles estão todos olhando", ele continuou, seu hálito quente contra minha pele. "Mas eles não sabem. Eles não sabem o que eu quero fazer com você aqui, agora." A ousadia de suas palavras, combinada com o risco do lugar público, foi um afrodisíaco instantâneo. Eu me inclinei contra ele, um gemido baixo escapando de meus lábios, perdido na música.
Sua mão desceu mais um pouquinho, parando na borda do meu vestido. A antecipação era uma tortura deliciosa. Eu queria que ele continuasse, que ele desafiass e as regras, que me levasse ao limite ali mesmo, cercada por estranhos que não percebiam. "Por favor", eu murmurei, a palavra quase inaudível.
Ele sorriu contra meu pescoço. Ele sabia o poder que tinha. Com um movimento lento e deliberado, sua mão deslizou sob a barra do vestido. Seus dedos quentes encontraram a pele nua da minha coxa. O choque foi intenso. Meus joelhos fraquejaram, e se ele não estivesse me segurando tão firme, eu teria caído.
Conto erótico: A lição da minha irmãSeus dedos traçaram padrões na minha pele interna, subindo, subindo, até encontrar a renda da minha calcinha. O mundo ao redor desapareceu. As luzes, a música, a multidão... tudo se dissolveu em um zumbido distante. Só existíamos nós, seu toque, meu desejo avassalador. Ele pressionou o tecido molhado, e eu engasguei, meu corpo arqueando instintivamente contra a mão dele.
"Quieta", ele ordenou, a voz um comando rouco. "Apenas sinta."
E eu senti. Senti seus dedos empurrarem o pano de lado, sentindo o contato direto com minha pele. Senti o ritmo de seus dedos, correspondendo à batida da música, construindo uma tensão que me deixou tonta. Meus olhos se fecharam, minha cabeça pousou em seu ombro enquanto ele me levava para o bordo do abismo, ali, no meio de centenas de pessoas.
Quando o orgasmo me atingiu, foi como uma explosão silenciosa. Ondas de prazer me sacudiram, e eu mordi seu ombro para abafar o grito. Ele continuou me segurando, seu corpo firme contra o meu, enquanto eu tremia nos braços dele. Lentamente, ele retirou a mão, ajustando meu vestido como se nada tivesse acontecido.
Eu me virei para enfrentá-lo, meu peito arfando, as bochechas queimando. Seus olhos brilhavam de triunfo e desejo. Ele me beijou, um beijo profundo e possessivo que saboreava a nossa transgressão. A multidão continuava a dançar, ignorante. Mas nós sabíamos. Nós compartilhamos um segredo quente, pulsante, que apenas o calor da multidão poderia criar.
Conto erótico enviado por Bruno.
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